True Blood – 1×01 – Strange Love

Publicado: 19 de janeiro de 2009 em True Blood
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Exibido em 07.09.2008 na HBO

True Blood é uma das grandes novidades de 2008. Criado por Allan Ball (Six Feet Under), que volta ao tema da mortalidade. Agora tratando daqueles que estão mortos mas continuam vivos. Vampiros.

O interessante é que o que chama a atenção de imediato não é um vampiro, mas uma telepata, Sookie Stackhouse (Anna Paquin). Como bem pergunta o vampiro galã da série, Bill Compton (Stephen Moyer), o que você é? Por enquanto não importa, e essa “habilidade” acaba funcionando melhor que num certo personagem, numa certa série de heróis, visto que aqui Sookie dá uma de legítima heroína logo depois de usar seu “poder”.

A premissa da série, baseada em The Southern Vampire Mysteries, livro de Charlaine Harris, é bem interessante. Nos últimos dois anos os vampiros decidem se expor à sociedade, numa iniciativa de garantirem seus direitos como qualquer cidadão normal. Para isso se valem de uma conveniente invenção: o sangue sintético engarrafado, que é vendável em qualquer boteco de esquina.

Justamente num bar e grelheria, chamado Merlotte’s, que a série repousa, Bon Temps, New Orleans. Lá trabalha Sookie, que tenta se controlar para não ouvir as dezenas de pensamentos dos freqüentadores do lugar. Pensam que ela é uma retardada quando ela dá uma travada ouvindo o que passa de sórdido pela cabeça de todos. A estranha (ou limitada) atuação de Anna Paquin ajuda a dar o tom avoado da personagem. E olha que ele faturou um prêmio de melhor atriz dramática no Globo de Ouro 2009.

Um casal de freqüentadores logo arranja um jeito de atrair a atenção do primeiro vampiro que entra no Merlotte’s desde que alguns de sua raça se revelaram. Eles querem o sangue de Bill (e o conseguem), pois há um comércio ilegal de sangue de vampiros, ótimo para ser degustado por aqueles que querem uma melhor performance sexual.

Sim, sexo é o que não falta. Desde o insinuado na sequência de abertura até um mais cru e direto numa cena de sexo selvagem. Como toda produção da HBO não há o sexo velado para expectadores conservadores. O sexo está ali porque ele existe; e não é gratuito.

É o sexo que providencia a segunda linha de história. Jason Stackhouse (Ryan Kwanten), o irmão de Sookie se envolve com uma mulher que transou com um segundo vampiro. No dia seguinte ela aparece morta. Fica o mistério, foi ele ou o sanguessuga.

A série estreia bem e apresenta pouquíssimos fatores negativos. Os maiores são apoiar o humor numa personagem barraqueira, Tara Thomton, e num personagem gay, Lafayette Reynolds. Ambos estão lá para fazer graça em cima de estereótipos. O que nem sempre é bom ou rende depois de algum tempo.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Allan Ball

Direção: Allan Ball

Audiência:

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