Lost – 5×02 – The Lie

Publicado: 23 de janeiro de 2009 em Lost
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Exibido em 21.01.2009 na ABC

Essa é a primeira vez que a série tem como season premiere a exibição de dois episódios seguidos. O único motivo aparente é que esse, centrado em Hurley, é um pouco inferior ao primeiro e ganha valor com a união.

Não que ele seja ruim. O mérito é explorar o lado cômico do mister simpatia da ilha e fazer um dos episódios mais leves já feito, mesmo com toda a dramaticidade imposta ao personagem. É a fórmula: não convém forçar uma dramaturgia densa sobre um ator limitado, embora em uma ou outra vez Jorge Garcia tenha se saído além do esperado.

A história se inicia no momento que os futuros Oceanic 6 discutem com Jack se é válido ou não mentir sobre os demais sobreviventes e sobre tudo o que ocorreu na ilha. Hugo é o único que acredita que dizer a verdade é o melhor. Ao se tornar voto vencido promete que quando precisarem de sua ajuda no futuro ele irá se opor. Uma atitude contrária ao que vimos na temporada anterior, já que ele foi o primeiro do grupo a alertar pela necessidade de voltar.

A graça do episódio se inicia quando Hurley anda de carro com Sayid desacordado pelo dardo que foi alvejado no episódio anterior. Logo um policial pede para ele parar, ou melhor, uma policial, Ana Lucia. Será uma alucinação, um fantasma ou fenômeno da ilha? O que importa é que é engraçado. Como também é quando Sayid é carregado para lá e para cá numa referência ao filme “Um Morto Muito Louco”, já que realmente tem um morto passeando por aí, e isso com a ajuda de toda a família Reyes. Tanto a mãe quanto o pai são bem aproveitados nas situações.

De volta aos losties o tom cômico se mantém firme com Rose e Bernard numa homenagem ao filme Náufrago, tentando fazer fogo. Sawyer ainda querendo uma camisa para se cobrir. E até Miles que dá uma de Locke e sai para procurar algum alimento e retorna com um javali.

Fora da ilha a progressão ainda é lenta. Kate é procurada por Sun, que a quer como aliada em seus planos. Enquanto Ben e Jack continuam até no mesmo lugar do que mostrado antes e só depois tomam um rumo. Jack acaba auxiliando Sayid. E Ben oferece um pouco de mitologia, num encontro com a senhora Hawking, numa participação não creditada. Aliás, o episódio termina nessa cena e resulta num gancho fraquíssimo.

Noutro final, instantes antes, Hurley prefere se entregar à polícia, que o tem como serial killer, a ir com Ben. Michael Emerson realiza mais uma grande interpretação, agora com um Linus que apresenta uma candura na voz.

A ação do episódio está toda com os losties, quando são atacados por uma saraivada de flechas em chamas. Algo bem maluco. Serão os nativos os responsáveis? Já que Marvin Candle levantou essa possibilidade. Alguns sobreviventes figurantes morrem e, claro, o primeiro é o Neil, mostrando ao que veio, dando uma de red shirt. Fica a questão: será que já não mataram mais figurantes do que os 48 sobreviventes originais? Eu nunca contei.

Noutra cena de ação temos Juliet e Sawyer sendo atacados por hostis. Extremamente violentos, diga-se de passagem. Na hora certa, Ben aparece e salva os dois.

Assistindo a esse episódio logo depois de Because You Left ele tende a ser taxado como fraco , por ser tão disperso com a graça predominante advinda do foco no Hurley. Acontece que é um episódio muito bem feito, com ótimos momentos.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Damon Edward Kitsis & Adam Horowitz

Direção: Jack Bender

Audiência:

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comentários
  1. Marcelle disse:

    N acho o Jorge Garcia fraco…na verdade, ele é bem dinâmico, e cumpre o q exigem dele.

    Agora, q final… Corra, Ben, Corra… e q god help us!

  2. netiteve disse:

    Oi, Marcelle. 🙂

    Guardadas as devidas proporções, o Jorge Garcia cumpre mais o papel que lhe é pedido que a Evangeline Lilly. Não há dúvida.

  3. e.fuzii disse:

    Rapaz, numa das entrevistas sobre esse episódio Lindelof (eu acho) diz que essa saraivada de flechas é o fim mesmo de todos os figurantes que restavam na Ilha.

    Minha principal ressalva com o episódio é tentarem focar demais no Hurley, criando esse dilema entre entregar-se ou não e algumas situações de alívio cômico que não eram nem um pouco bem vindas numa noite de premiere.
    Okay, o meu problema é com os Oceanic Six, na verdade, mas acredito que se tivessem separado as duas tramas (um episódio só para o que acontece dentro da Ilha e outro fora) teria sido melhor…

    E acho que Jorge Garcia melhorou bastante nessas últimas temporadas.

  4. netiteve disse:

    e.fuzii,

    Eu não sabia disso. Então a era Nikki e Paulo, leia-se “para-que-servem-mesmo-os-figurantes”, acaba nessa temporada. 🙂

  5. Leco disse:

    É o fim dos “red-shirts”!!

    Pô, nem conta que tem um blog, Paulo!!

    Abraço!

  6. netiteve disse:

    Então, Leco, eu não contei porque o blog ainda está na fase beta test (também conhecida como a desculpa tecnológica para a preguiça de deixá-lo inteirão). 🙂

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