A Lei e o Crime – 1×03

Publicado: 24 de janeiro de 2009 em A Lei e o Crime
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Exibido em 19.01.2009 na Record

Nesse episódio a narrativa se aproxima das séries policias clássicas. Tanto há um fio condutor que tenta unir os personagens, no caso, um assalto a uma joalheria, como também os dilemas de alguns protagonistas não são deixados de lado e avançam.

Quem tem um maior destaque é o inspetor Ari, que mostra seus terríveis métodos de trabalho. Tudo começa com Romero e ele próximos a ação na joalheria e partindo para a abordagem. Entre vários maldizes quanto à classe dos bandidos e alguns disparos sem acertar o alvo os policias acabam perdendo o rastro. Essa se torna a única cena de ação do episódio.

Horas depois Ari encontra Serginho andando pela rua e o detém para averiguação. Na delegacia o inspetor se mostra interessado sexualmente no suspeito. Não demora e ele propõe aliviá-lo do inquérito se aceitar se submeter à violência. Na verdade Serginho somente se livra dos problemas quando Catarina percebe que a detenção foi arbitrária e o libera.

Serginho escapa da delegada mas cai logo em seguida na mão de Nando, que havia dado a ordem para ninguém da comunidade praticar crimes em torno do morro para não chamar a atenção da polícia. Quando está a beira de ser executado Nando resolve poupar a vida do jovem após algumas pessoas alertarem que até na delegacia ele foi dado como inocente.

Essa imposição de duas leis diferentes sobre o crime é o melhor elemento utilizado no episódio. Pena que foi pouco, poderia ter sido desenvolvido mais, principalmente do lado do Movimento, que só deu as caras no final. No mais, o desenrolar das histórias possuem uma batida pendendo para o novelesco.

Nando, por exemplo, inicia um relacionamento com Lacraia (Aline Borges), por iniciativa dela. E do outro lado da cidade a sua esposa tenta disfarçar dentro da própria família que ainda pensa no marido. Essa cena foi o mais do mesmo já visto anteriormente.

De gancho para os próximos episódios há a ideia questionável de Nando tomar o morro ao lado, a favela do Cabeção. É uma promessa de cenas de ação em maior número no futuro.

Algo realmente maluco foi Catarina primeiro pedir auxílio a secretária pessoal e depois ao motorista para acompanhá-la numa abordagem de um suspeito. Como pode uma delegada meter um civil numa roubada dessa? O suspeito é Leandro, o qual leva uma criança para dentro de casa. Tava na cara que era a filha dele.

Apesar do absurdo, Catarina teve ao menos uma boa trama solo, e que também ficou dispersa. Ela quer reabrir o inquérito da morte do seu pai mas percebe que tanto o marido como o motorista, testemunhas do crime, não reconhecem Nando através de uma foto.

Cabe à delegada o fecho do fio condutor do episódio. Quando ela está provando um vestido numa loja chiquérrima um assaltante surge e ela reage, matando-o. Claro, é o mesmo que atacou a joalheira lá do começo.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: **

Roteiro: Marcílio Moraes

Direção: Alexandre Avancini

Audiência: 13 pontos

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