A Lei e o Crime – 1×04

Publicado: 28 de janeiro de 2009 em A Lei e o Crime
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Exibido em 26.01.2009 na Record

Dando continuidade a premissa da existência de duas leis distintas à combater o crime esse episódio ilustra como um grupo criminoso usa de argumentos pseudo-corretos para se impor perante uma comunidade.

Tudo acontece por um motivo banal. Felício compra um botijão de gás e, após poucos minutos de instalação, ocorre uma explosão, que quase mata sua esposa Larissa. Ele então cobra do vendedor, Seu Cavalcante, uma indenização. Como os dois não se entendem, sobram dedos em riste, olhares raivosos, muitas poses de macho e uma faca no bucho do mais velho.

O problema é que o crime atrai a polícia para o morro, como também é uma questão de honra para Nando, pois ele havia recebido o pedido de ajuda de Felício para a questão e deu ordens para se resolver tudo na base da conversa. Para as leis do morro, não levar em consideração o que o traficante ordenou é pior que matar um homem.

A sequência do tribunal rende o melhor momento do episódio. Nando naturalmente é o juiz. Valdo é escolhido como promotor e Andrezinho (Felipe Martins) como advogado de defesa. Qualquer pessoa sabe que o veredicto está definido desde antes de qualquer argumento contra ou a favor do réu. O que importa é fazer o teatro. Bandido também faz marketing.

Correndo por fora há a trama de Leandro, que agora assume um lado marginal mais claro. Desde o início da série ele aparentava ser o bom policial injustiçado, principalmente por sempre dar boas dicas para Catarina. Agora vemos ele roubar uma carga de droga que fôra desviada da incineração. Ladrão roubando de ladrão. Isso ainda pode ser caracterizado como bom mocismo?

A droga, vejam só, é para ser vendida ao Nando da Bazuca. Por isso, numa boa sacada do roteiro, Leandro assiste ao julgamento de camarote. Dali ele telefona para Catarina e avisa sobre o paradeiro do autor do crime. Ela então sobe morro para resgatá-lo. Na verdade não haveria tempo hábil para isso (e ela está em sua casa para piorar), mas façamos vista grossa. Na troca de tiros (o primeiro tiroteio da carreira dela) Felício acaba ficando sozinho no meio da quadra da comunidade e é enquadrado.

Nando também tem outra linha de história. Uma segunda carta da amiga de Olímpia, sua esposa, lhe dá alguma esperança. Porém, quando telefona para Josefa (Adriana Prado) vemos que ela está sob ameaça de Romero.

Romero também acaba surgindo no final do episódio numa boa surpresa. Ele e Belisário, o miliciano do morro ao lado, são responsáveis por plantar um botijão de gás defeituoso a fim de provocar problemas para Nando. Estratégia mirabolante, mas vale.

O episódio evolui as duas tramas de forma homogênea. Apesar do acerto erros flagrantes são as insistências em mostrar a arma que mataria Cavalcante em vários planos e também cair no repeteco de mostrar aqui e ali armas sendo engatilhadas, destravadas, fazendo pose para as câmeras etc.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: **

Roteiro: Marcílio Moraes

Direção: Alexandre Avancini

Audiência: 16 pontos

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