United States of Tara – 1×01 – Pilot

Publicado: 28 de janeiro de 2009 em United States of Tara
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Exibido em 18.01.2009 na Showtime

Com o aval de Diablo Cody, ganhadora do Oscar de melhor roteiro em 2008, por Juno, além de Steven Spielberg na produção, United States of Tara se apresenta como uma das comédias (ou  dramédias, para ser exato) mais divertidas da safra de 2009.

A história é simples. Tara (Toni Collette) sofre de múltipla personalidade, por isso o bem sacado nome da série. E longe de pender para o drama, que seria óbvio numa situação real, todos os membros da família dela, incluindo, marido, filho pré-adolescente e filha totalmente adolescente, curtem e quase agem numa boa quando ela surta e torna-se outra pessoa.

O estopim das mudanças geralmente é o estresse. Nesse caso, ela descobriu que sua filha Kate (Brie Larson) tomou uma pílula do dia seguinte, ou seja, está mais que sexualmente ativa. Depois de um depoimento em vídeo (parece que ela sempre registra os momentos que antecedem os surtos) ela caminha para o quarto da filha, já transformada em T, que é uma personalidade adolescente agitadíssima. Ótima performance da atriz.

De séries que tratam de distúrbio só me lembro de Sybil, um dramão que fez sucesso nos anos setenta, com Sally Field no papel da mulher homônima que tem nada menos que 13 personalidades diferentes. Baseada numa história verdadeira, ela foi vitima de abusos na infância. Aliás, num dos momentos em que T entra no quarto do filho, o Marshall (Keir Gilchrist), pode-se notar que ele está lendo um livro sobre esse caso real.

Enquanto está como T o assédio é forte para cima do marido, Max (John Corbett). Porém, ele resiste à tentação, pois combinará com a mulher que não transaria com ela quanto estive “possuída” por outra. Medo de ser traída por ela mesma não deixa de ser engraçado.

Pra não dizer que a doença não incomoda ninguém há a irmã, Charmaine (Rosemarie DeWitt) que acredita que desde sempre tudo não passa de fingimento. Tirando a maninha, até algumas pessoas de fora da família conhecem e aceitam a fama da maluca.

Quem está por fora é o novo namorado de Kate, o esquisito Gene Stuart (Nathan Corddry). Depois que Tara volta ao normal acaba flagrando uma pequena discussão (uma DR) entre o casalzinho. Não dá outra. Tara assume outra personalidade. Dessa vez é Buck, um homem. Outra boa composição de Collette. Sim, ela é o motor da série.

Confirmando que as múltiplas personalidades não atrapalham em nada a rotina familiar, Buck vai a uma apresentação de Kate na escola, um balé. Mas é na saída que acontece um dos melhores cenas. Buck defende a honra da filha e depois Marshall também entra na briga. Todos contra Gene.

O resultado dessa estreia é que a série promete muitos momentos engraçados. Seja fazendo uso de inúmeras personalidades (quem sabe mais que Sybil) ou produzindo graça apenas como o cotidiano da desestabilizada família Gregson. Na verdade, o texto afiado de Cody segura quaisquer um dos caminhos.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Diablo Cody

Direção: Craig Gillespie

Audiência:

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