Lost – 5×03 – Jughead

Publicado: 29 de janeiro de 2009 em Lost
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Exibido em 28.01.2009 na ABC

Decididamente a série assume uma nova forma de contar suas histórias. Nesse episódio, por exemplo, quem deveria ser a estrela seria o Desmond. Acontece que, como de costume, não há flashes relacionados a ele. No máximo há uma sequência que ocorre em ano anterior ao atual vigente.

Quem realmente protagoniza é o Daniel Faraday, que com sua estreita ligação com as viagens no tempo propostas para essa temporada mais uma vez faz a narrativa tender para ele, tal qual em Because You Left.

Desmond começa sua jornada atrás da mãe do físico, num retorno a Grã-Bretanha. Curiosamente ele não encontra registro oficial que Faraday um dia esteve relacionado a universidade de Oxford, mesmo encontrando o seu laboratório, que já visitará em The Constant, abandonado. De qualquer modo ele descobre duas relações interessantes para a trama de Lost. Uma mulher que provavelmente foi cobaia/voluntária em suas experiências (muito parecida com Charlotte) em estado catatônico, e, a melhor, quem o financiava era Charles Widmore.

Widmore tem outro destaque importante. Aquele grupo de nativos que atacaram os losties, mais especificamente aqueles que Locke deu uma forçinha, tem como um dos integrantes nada mais nada menos que um jovem Widmore, já que estamos em 1954. É a confirmação definitiva que ele um dia esteve na ilha, embora ainda longe de poder ostentar o título que já proferiu da ilha ser dele.

Esse ano da década de 50 traz um novo perigo. Uma bomba de hidrogênio, a “Jughead “, instalada na ilha por militares americanos. Esse contexto explica o forte ataque aos losties, que foram confundidos com soldados. Meio difícil de engolir essa, com todos de roupas civis e sem armamentos. O certo é que pelo menos uns vinte figurantes foram para um outro mundo.

O líder dos nativos nessa época é Richard Alpert. Ele e Locke se encontram e a explicação de como sair da ilha acaba que ficando para depois, já que um novo clarão manda os losties para outra época. Imediatamente Charlotte começa a sangrar pelo nariz e nos deixando com um gancho médio para a continuação.

Embora um episódio totalmente focado na mitologia frusta um pouco por mais patinar na trama do que apresentar mais mistérios, que é o principal charme que a série tem quando não traz uma solução definitiva para algo.

Os dois pontos já citados sobre Widmore são o que salvam o episódio. Se bem que podemos dizer que há um terceiro elemento, afinal, agora ele é um avó, já que Penelope e Desmond tiveram um filho, batizado de Charlie, não em sua homenagem, claro. Aliás, fica a impressão que os roteiristas bolaram o nascimento do bebê apenas para dar alguma evolução ao personagem Desmond, visto que com toda sua ação não ganha conteúdo nenhum pra si, e sim para Daniel.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Elizabeth Sarnoff & Paul Zbyszewski

Direção: Rod Holcomb

Audiência:

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comentários
  1. Interessante seu post, Netiteve. Especialmente por termos opiniões bem diferentes. Isso é sempre bem vindo!

    Já percebi que este episódio não foi mesmo unanimidade entre os fãs de Lost: há quem adorou, há quem o odiou. Eu pertenço ao primeiro grupo.

    O melhor do episódio foi, para mim, o encontro entre Locke e Richard. Isso explicou bastante coisa. O jovem Widmore também foi outra ótima aparição, e muito ainda deve ser contado sobre ele.

    Vamos aguardar!

  2. netiteve disse:

    Com certeza é bem vinda a variedade de opiniões. É dela que nasce a boa compreensão das coisas.

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