Dollhouse – 1×02 – The Target

Publicado: 3 de março de 2009 em Dollhouse
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Exibido em 20.02.2009 na Fox

Para uma série que teve uma estreia desequilibrada impressiona constatar que esse segundo episódio funcionaria muito melhor como abertura. Tanto pelo lado da trama da semana quanto pela introdução da mitologia.

O que foi anteriormente muito mastigado (e ao mesmo tempo confuso) aqui flui sem problemas. As pequenas doses de explicação do contexto da organização e/ou estrutura da Dollhouse são mais eficazes mesmo sendo mínimas. O menos vale mais.

De cara já somos apresentados a uma cena de ação mais tensa. Ocorre há três meses e uma série de dolls são assassinados, ali mesmo dentro do spa de bonecos. Tudo fruto de Alpha, um ex-doll que, por uma razão qualquer, mantém algumas informações de suas personalidades implantadas e pira, provocando a tragédia. Detalhe importante é que ele poupa Echo.

Outra vítima é Samuelson, o antigo protetor da protagonista da série. Por isso também há alguns flashbacks com Boyd ingressando na companhia. É o típico caso do cara durão, necessário quando a coisa fica complicada.  A sucessão de diálogos com frases de efeito estraga qualquer clima. E a relação Boyd e Tropher também se mostra igualmente fraca na tentativa de provocar gracejos.

É irônico, mas o agora vilão oficial já se torna mais interessante e nos dá motivo de vermos como a trama progredirá. É um assassino frio, com requintes de crueldade ao mutilar as vítimas de forma que sintam mais dores possíveis com cortes cirúrgicos. Além de promover um jogo mental com o agente do FBI, com pistas sobre Caroline.

Ballard é tido por Dominic como um problema a ser eliminado, já DeWitt afirma que não precisam fechar a esse ponto. Espero que não resulte tão óbvio assim, mas aposto minha coleção de Falcon que a vizinha do agente, Millie, é uma doll. E que cena forçada aquela, a foto da Caroline à mostra para ser vista.

Echo é contratada para ser Jenny, aparentemente uma praticante de esportes radicais. O cliente é Richard Connell (Matt Keeslar), outro milionário. Quando aparentemente teremos outra missão parauma amante “com conteúdo” há uma reviravolta. Connell se mostra um maluco que deseja caçar um ser humano ao invés de um cervo. Sem maiores explicações ele dá cinco minutos para Jenny correr antes de começar a ser alvejada por uma flecha de seu arco de caça.

Uma pessoa normal duvidaria e acharia que é uma piada durante muito tempo. Para a série basta um corte e ela já está correndo montanha abaixo, na verdade é a pausa do comercial. Uma cena de ameaça clara não faria falta e tornaria tudo mais aceitável. Não há dúvida que é uma situação de perigo mais interessante que aquela da especialista em sequestro, porém, uma lapidada na situação sempre ajuda.

A coisa melhora e se complica um pouco, a seguir, em termos de roteiro. Ocorre uma falha no monitoramento de Echo, que não passa de um excesso de uso da Lei de Murphy. Boyd e seu motorista são atacados por um matador de aluguel, disfarçado de policial. Depois de um tempo fugindo e já ferida Jenny é dopada ao beber um cantil batizado. Como o Connell previu isso é só outro exagero do texto. Se ele tinha aquela conversa da caça provar que vale viver não teria motivo para dopá-la.

O efeito da droga faz com que Penny comece a ver várias Echos fantasmas pelo caminho. Parece que sempre teremos um motivo externo estragando as missões e os implantes de personalidades. Instantes depois, Boyd consegue encontrar Echo. Connell desfere uma flecha no protetor, com o intuito de apenas fazê-lo sangrar até a morte. E nessa hora vem a tona aquela coisa horrorosa do gesto batendo no braço e proferindo que tem que ser persistente. Resulta que Boyd cede uma de suas armas para Echo, que dali a pouco mata o maluco do arco. Ou melhor, não tão maluco. Ele, assim como matador de aluguel, foram contratados por Alpha. Que olha, estava por perto e deu cabo deste último com a mesma sequência de cortes precisos.

Conclusão. É um episódio irregular, que até parece muito bom. O pior de fato é descobrir que não temos nada para ficarmos íntimos de Echo. Como poderemos acompanhar semanalmente uma série se não somos atraídos pela personagem principal? Creio que ninguém consegue se envolver com a Echo abobalhada. Com certeza isso é o maior erro de conceito da série. O que diferencia Echo de qualquer outro doll figurante? Nada.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: ***

Roteiro: Steven S. DeKnight

Direção: Steven S. DeKnight

Audiência:

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