Lost – 5×08 – LaFleur

Publicado: 5 de março de 2009 em Lost
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Exibido em 04.03.2009 na ABC

O tempo presente é o passado. Ou pelo menos um deles. Agora que Locke consertou os pulos que o tempo dava, parte dos Losties e parte dos Oceanic Six estão no passado e, muito provavelmente, a outra metade está em algum futuro.

Assim recomeça Lost nesse segundo ciclo da temporada. O que importa agora é viver a ilha, que é de fato o lar de todos eles. Onde nunca deveriam ter saído e, ironicamente, onde sempre estiveram.

Depois que Locke desce pelo poço, Sawyer, Juliet, Miles, Jin pulam para uma época incerta, que pode ser da casa de centenas de anos, pois avistam (de costas) a imponente estátua na praia, dá qual só conhecemos o seu pé de quatro dedos. A face da estátua deve guardar algum segredo. No mínimo.

Isso fica para depois. Um último clarão os leva para a década de setenta. Época da Iniciativa Dharma. Antes de descobrirem isso encontram Daniel atônito, porque viu o corpo de Charlotte desaparecer a sua frente. É justo, afinal agora ela é somente um objeto inerte.

Continuando uma caminhada até ao acampamento avistam uma execução em curso. Um homem, Paul, já está morto, e, Amy, encapuzada, será morta por dois hostis. Sawyer e Juliet agem rápido e salvam a mulher.

Amy conduz os Losties para a moradia da Iniciativa. Antes, porém, usa a cerca sônica para atordoar todos eles. Um belo golpe. Quando Sawyer acorda trata de inventar uma história que são náufragos. Tudo certo, mas terão que deixar a ilha na manhã seguinte através do submarino, pois não pertencem aquele grupo.

Acontece que Sawyer acredita que o certo é esperar pela volta de Locke. A garantia da permanência na ilha se dá quando já à noite Richard Alpert surge para por um fim à trégua depois que descobre que dois de seus homens sumiram.

Confirmando a nova tônica das relações na série, Sawyer abre o jogo para Alpert. Lembrando que todos se conhecem da década de cinqüenta durante o evento da Jughead, a bomba de hidrogênio. Esse esforço em favor da paz entre os dois povos confere a Sawyer (ou Jim LaFleur) o cargo de chefe de segurança, e mais Jin e Miles como assistentes, podendo portanto ali residir.

Juliet fica com a bizarra função de mecânico de kombis. Quem poderia pensar que uma cientista e obstreta fosse fazer isso algum dia? Tudo bem, quando três anos depois Amy fica grávida do conhecido Horace (aquele mesmo que ajudou no nascimento de Ben) ela volta a fazer um parto. O primeiro bem sucedido através de suas mãos na ilha. De certo, o problema da mortalidade das grávidas ainda não se iniciou, embora se comente que todas as mulheres dão a luz fora da ilha e depois voltam.

Provavelmente foi o caso de Charlotte. Daniel a reencontra ainda menina, brincando no gramado da vila. O que confirma que ele vai mesmo alertá-la sobre os perigos da ilha, como a versão adulta revelou.

Tudo são flores na vida deles. Apenas Horace sofre com Amy, que ainda não esqueceu o seu ex-marido, mesmo tendo se relacionado posteriormente com o ele e com o filho recém nascido, e mantém uma lembrança do ex.

Sawyer conforta Horace dizendo que em três anos é possível esquecer alguém, um amor. Ledo engano, na manhã seguinte, Jin encontra Jack, Hurley e Kate, a doce sardenta. Mais do que um final de episódio com um gancho romântico é o estabelecimento dos grandes cruzamentos de eventos entre as várias épocas que os Losties se encontram ou já se encontraram. Um detalhe interessante é que o destino (ou ilha) deixou ambos os grupos a três anos de distância um do outro.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Elizabeth Sarnoff & Kyle Pennington

Direção: Mark Goldman

Audiência:

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comentários
  1. Netiteve, este foi para mim um dos melhores episódios de “Lost” até o momento.

    Foi fantástico como as idas e vindas no tempo ajudaram a resolver alguns mistérios e a criar outros. Como sempre, a presença de Richard Alpert, um dos grandes personagens do seriado, foi marcante. Adoro suas aparições. Imagino como deva ficar a cabeça dele no meio de tantos fatos estranhos que chegam até ele.

    Uma pena foi termos visto a estátua apenas por alguns segundos. Interessante sua teoria de que o rosto dela deve ocultar algum segredo.

    E não consigo imaginar como todos eles voltarão para o tempo “presente” – se é que esse conceito existe em “Lost”.

  2. Ka disse:

    Neste episódio, eu deixei meu lado shipper falar mais alto e vibrei com o casal James e Juliet.
    Claro que teve outros aspectos muito interessantes, como a estátua, mas o que realmente catalizou meu interesse foi o lado psicológico: a mudança de James e seu romance com Juliet.
    Saida deste ponto, fiquei com mais uma dúvida. Se Miles for realmente o filho do dr. Marvin mil nomes, como vão lidar com o fato dele estar presente na mesma comunidade em que deve nascer em breve? Poderiam os dois Miles se encontrarem? Claro que é só suposição baseada em uma teoria. Pode ser que não seja Miles. Mas se for será muito interessante?
    No mais, nota 10! Episódio alto astral. Só estragou a aparição de Kate..
    Abs

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