BBB 9 – Final

Publicado: 16 de abril de 2009 em BBB
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Exibido em 07.04.2009 na Globo

O Big Brother Brasil causa paixão e ódio. Sempre foi assim na sua história. Desde 2002 é um programa que uns dizem ser inútil ou divertido, e, no mínimo, tentando um meio termo, de algum interesse. Os primeiros reclamam que ele não traz nada de construtivo ao vermos uma jaula onde seres humanos duelam por uma bolada de dinheiro. Os segundos dizem que na observação desse grupo é possível extrair muito do comportamento humano.

Penso que o interessante de fato é que os participantes conseguem fazer com os expectadores que assistem ao seu dia a dia se envolvam mais que com as tradicionais telenovelas. E, por isso, passam a identificar na casa quem são os mocinhos e vilões, para amá-los e odiá-los.

O pior dos esteriótipos procurados é o do jogador. Sempre se odiou aquele que dizia que jogava. Não me lembro mais, mas essa expressão “Ele(a) está jogando” deve ser sido forjado por alguém participante na segunda edição do programa, quando as estratégias começavam a ser montadas antes mesmo de se garantir uma vaga ali dentro.

Essa tática de malhar o jogador pegou tanto dentro do universo interno quanto externo. Foi usado para colocar muitos jogadores nos paredões e o público correspondeu rechaçando todos eles. O absurdo é que o Big Brother é um jogo. Como eliminar os jogadores? Alguém consegue imaginar uma partida de xadrez onde um participante diz ao outro que ele esta jogando e o ludibriando?

A desculpa que se dá é que é um jogo, mas um jogo de afinidades e de relacionamento, portanto, não seria de bom tom ser “falso” com os outros. Ninguém se lembra que aquilo é uma mini sociedade, o que faz que obrigatoriamente surja um jogo político. Depois que os grupos se formam, por afinidade inquestionável, não há como evitar que cada um deles tente trazer benefícios grupais.

Do grupo veio o voto partidário, que se tornou a pestilência do voto em conjunto. Claro, os expectadores salvavam todos aqueles “perseguidos” pelos terríveis aliados. E a guerra se declarava, ampliada pelas edições dos acontecimentos da casa. Resultado: sempre vencia aquele escolhido pelo público como o mocinho/mocinha do ano. Um parêntese: as duas únicas mulheres que venceram o BBB tinham eu seu favor o perfil principal de ser “pobre”.

O que torna o BBB 9 diferente é que agora quase todas essas características caíram. Ok, o vilão ainda não ganhou, mas o que importa é que a mocinha não, a Ana. E foi dada a vitória ao jogador, o Max.

Também se perdoou nesse ano o voto em grupo, mesmo porque o próprio programa tratou de instituir dois grupos separados por um espaço físico. E talvez seja esse um defeito que começa a ser sanado pela atração. É preciso “ensinar” ao público como o jogo de fato é. Max também foi o primeiro participante que expôs a regras de forma mais clara possível. As futuras edições tem potencial para se tornarem os jogos que sempre deveriam terem sido.

Nota desse edição: *****

Expectativa para a próximo edição: *****

Apresentação: Pedro Bial

Direção: Boninho

Audiência:

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