A Lei e o Crime – 1×08

Publicado: 28 de abril de 2009 em A Lei e o Crime
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Exibido em 02.03.2009 na Record

Depois da pausa do Carnaval a série apresenta mais uma história de como os lados opostos resolvem um problema que se torna comum. Pela terceira vez um criminoso é residente no morro da Alvorada e resta a Lei caçá-lo em loco e ao Crime liquidar o quanto antes o “vacilão”.

Ocorre que a identidade do criminoso não é tão simples assim de ser determinada. Para Ari e Romero, claro, o culpado é sempre a ponta mais fraca e pobre da linha de suspeitos. E tudo leva a crer que é isso até que sucessivas reviravoltas mudam a visão do caso.

Essas mudanças no rumo da história fazem do roteiro desse episódio um dos mais recheados de possibilidades dramáticas, ainda que pese à produção a tradicional falta de pulso para equilibrar as cenas e as deixarem cair em algo melodramático.

Tudo começa com a exposição do tema do episódio primeiro aos personagens. Olímpia insiste que Nando deixe Sandrinha freqüentar a escola enquanto que Clara se preocupa com o interesse de Valdo para com a Lacraia. Aí sim, depois de longos seis minutos, surge o crime da semana. Eustáquio é encontrado morto pela esposa, Maria José (Eliete Cigarini). A suspeita recai sobre a empregada doméstica Suzana (Samantha Brandão), que corre para o Alvorada junto com a filha Daiane (Fernanda de Souza).

Já no morro, Suzana procura pela proteção de Jussara e logo confessa que realmente matou o patrão, por ele tentar sexo forçado com ela. Por sua vez, Jussara estranha a situação e pede que a protegida conte a verdade, visto que ela não tem a fama de certinha. Sem demora ela confessa que quem matou o Eustáquio foi a filha, ao tentar também se defender de um abuso sexual.

Deixando claro o tema do episódio, a dedicação das mães aos filhos, Suzana quer assumir o assassinato, livrando a filha de qualquer instituição de bem estar aos menores infratores. É uma boa crítica a esses órgãos, que devolvem à sociedade um infrator num estado pior do que na entrada, pena que fique apenas nesse diálogo.

Enquanto isso, Nando fica sabendo do envolvimento de um morador do Alvorada em algum crime e logo toma sua postura de se livrar do elemento antes que a polícia volte a subir o morro, e só não o faz de imediato porque Olímpia pede para ele ter calma. Uma preocupação exagerada, visto que a polícia horas antes fez a subida e não houve nenhum conflito. É a segunda vez na série que uma diligência acontece e só na hipótese de uma seguinte que Nando fica incomodado. Um truque/falha de roteiro para provocar o clímax apenas nos momentos mais apropriados.

A personagem em destaque no episódio certamente é Jussara, que volta a desconfiar do incidente quando uma informação dada no noticiário da tv deixa claro que Eustáquio foi morto por um adulto, conforme a sucessão de golpes de ferro-de-passar que recebera. Então ela parte para a delegacia e confronta Catarina com essa questão e mais o da ocorrência de abuso sexual infantil. O que faz a delegada desconfiar que Maria José já sabia das atividades do marido. E esta, pressionada, confessa o crime.

Numa última reviravolta, Cristina, filha de Eustáquio e Maria José, revela que não suporta mais a empregada ser acusada pelo o que ela fez. Sim, ela era abusada pelo pai desde pequena. Caso resolvido. Ela flagrou o pai ao chão inconsciente após o primeiro golpe, feito pela criança, e então aplicou outros vinte para que a perversão não se repetisse mais.

A barbárie do pai e a vingança da filha são impactantes, mas não dá para passar por cima do deslize do texto. Suzana viu a filha com o patrão e fugiu. Cristina viu também Daiane com o pai. Como Suzana e Cristina e Suzana não se viram se Maria José encontrou a Cristina ainda traumatizada no canto do quarto com o ferro-de-passar nas mãos?

Para não dizer o que o episódio ficou acima da média com a boa dose de mistérios e investigações a continuidade da trama de Leandro foi de uma pobreza e de resolução ridícula que estraga tudo. O primeiro furo é o próprio policial cair na armadilha de Valter, Deputado Trancoso e Renato. O escape da armadilha (vulgo cena de ação) foi constrangedor e piora quando Catarina sai convenientemente da festa dez minutos depois de ter chegado, num lance de roteiro apenas para “salvar” Leandro. E o que dizer do passeio do casal na praia e que resulta num dos beijos mais canastrões da história da televisão?

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: ***

Roteiro: Marcílio Moraes

Direção: Alexandre Avancini

Audiência:

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