Star Trek

Publicado: 9 de maio de 2009 em Filme, Star Trek
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Lançado nos cinemas em 7 de maio de 2009 pela Paramount

Uma das maiores séries da tv retorna ao cinema. O termo certo é se renova. Primeiro para si mesma e depois para o público. Star Trek, na tv, teve méritos sobre o enredo de suas histórias e de como contou sua época (o fim dos anos 1960) através da ficção científica.

Nas grandes telas, por conta do veículo, nunca foi de fato usado o tom cerebral de que tanto se orgulhou (e os fãs principalmente). Na verdade, aconteceu no cinema o mesmo que no seu princípio da telinha: depois de um ínicio cabeça demais (Star Trek, o filme em comparação ao The Cage) entrou a ação e “suavização” do contexto (A Ira de Khan em comparação ao segundo piloto).

A cine-série seguiu em frente e cumpriu sua missão com a velha guarda até ser substituída pela Nova Geração. Não tanto por culpa dela, e sim, pela queda da qualidade dos roteiros, chegou-se ao ponto do esgotamento da fórmula. Também se culpou os spin off televisivos da Jornada original mas sem muito fundamento, embora alguns deslizes não se possam negar.

Coube agora a J. J. Abrams (de Alias e Lost) a revigoração da marca. De maneira corajosa ele optou por não só voltar aos personagens antigos como também de recontar toda a base histórica deles, e isso fazendo uso do velho truque da viagem no tempo.

Ao pé da letra esse novo filme não tem uma trama consistente ou que se diferencie muito de outras histórias de redefinições temporais (Lost, por exemplo, está na mesma praia no momento). A grande sacada é assumir a mudança com algo de bom, tanto que em nenhuma cena qualquer um dos personagens tenta desfazer o que o vilão Nero provocou de diferente na linha temporal conhecida. Tudo está mudado na vida de Kirk, Spock e McCoy. E ponto final.

O tom jovial empresta ao filme tudo o que foi negado à série. E mesmo numa sequência a juvenília já não ficará destoando como os fãs mais radicias poderiam surpor ou suportar. Isso porque Abrams deu uma nova visão estética para a franquia, onde é possível ainda ter aquelas tomadas comtemplativas das sedutoras formas da Enterprise em contraste com flashes de tirar o fôlego da renovada audiência, como a entrada da nave em dobra espacial.

Aposto que em dois ou três anos Star Trek II estará nas telas oferecendo uma aventura mais elaborada, sem a necessidade de investir minutos preciosos de projeção na apresentação dos personagens. Onde então teremos uma Jornada talvez menos escapista e explorando com mais seriedade uma faceta humana que perdemos dentro de nós mesmo mas encontramos lá nos confins do espaço.

Nota desse filme: ****

Expectativa para a sequência: *****

Roteiro: Roberto Orci & Alex Kurtzman

Direção: J. J. Abrams

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comentários
  1. Pedro Henrique disse:

    Eu também aposto em continuações.
    O filme fez uma grana federal e continuações são a grande onda do momento.

  2. netiteve disse:

    Pedro,

    Verdade, os estúdios praticamente pensam “um” filme logo como uma trilogia. Tanto que os atores principais sempre já assinam um contrato com alguma cláusula de comprometimento para dois projetos seguintes. No caso, de Star Trek, tanto o Pine quanto o Quinto já estão comprometidos com o segundo e terceiro filme.

    Falando em grana. Acabei de ver os números agora e está na casa dos 90 milhões. Amanhã ou depois de amanhã já baterá o recorde de A Volta pra Casa.

  3. E ainda tem toda aquela graninha gostosa do DVD, jogo pra PS3, XBOX, que nenhum outro filme do ST pegou.

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