A Lei e o Crime – 1×09

Publicado: 20 de maio de 2009 em A Lei e o Crime
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Exibido em 09.03.2009 na Record

A Lei e o Crime chega, com esse episódio, no ponto mais próximo de se tornar uma derivação de novela do que no seu intuito original de série policial. E nem é o caso por abusar de cenas românticas ou do melodrama corriqueiro, mas por não se esforçar em nada em esconder tais características.

O curioso é que o público alvo de uma série que trata da violência do Rio de Janeiro não é o mesmo que acompanha com assiduidade todas as tramas arrastadas e rocambolescas de uma telenovela diária. Pelo contrário, são expectadores que estão interessados em algo diferente e que gire em torno dos sucessos do cinema, Cidade de Deus e Tropa de Elite.

Uma novidade é que o crime ocorre fora da favela do Alvorada. De uma forma bem didática, com um plano geral e legendas, mostra-se ao expectador que a favela do Cabeção é ao lado da outra. Pascoal (Ilya São Paulo), um eletricista, retorna a sua casa sem avisar e atende um telefonema que seria para sua esposa, Marlene (Tulanih). Do outro lado da linha um amante da mulher deixa escapar uma fala carinhosa. Isso basta para o marido confirmar suas suspeitas e comentar o problema com um amigo, Lobato (Roberto Lopes), que por uma conveniência do roteiro é um dos milicianos da redondeza.

Lobato acerta com Cícero e Almeida uma situação de flagrante do adultério, aconselhando Pascoal a fazer uma viagem surpresa como um álibi. Tudo se confirma e Marlene é pega na cama com o outro. Forma-se um conselho dos milicianos para o julgamento, que resulta na condenação por unanimidade (e alguém ficaria contra, entre eles?!?) cabendo a morte ao homem e a humilhação pública para a mulher, tendo que andar seminua e com os cabelos cortados pela comunidade.

Graças à denúncia de uma moradora do Cabeção, que, aliás, parece estar falando com a assistente Margarida embora tenha ligado para o 190 da polícia militar, é que Catarina se envolve com a história. Daí em diante o roteiro se perde um pouco na defesa dos direitos das mulheres, exagerando na dose, e com a ajuda da direção pesada que torna as cenas um excesso panfletário.

Já detido na delegacia Lobato não colabora em nada mas, parece,  acaba levando toda a culpa após Pascoal confessar (como se achou ele, já que se dirigia para Petrópolis, também é um mistério). Mesmo que tudo isso não seja mostrado, se deduz. Como também o fato do miliciano obter ajuda de Romero para sair tranqüilamente do local. Reflexo do texto que abusou de longos minutos no lado novela e ficou apressado na parte criminal. O resultado é a absurda cena de perseguição de Leandro ao fugitivo. Detalhe, o policial aborda o Lobato à quilômetros de distância. Por quê? Sem sentido, como também a morte do criminoso para fechar questão, e com um forçado tom moralista.

As demais tramas da série se arrastam. Nando traz Josefa para se encontrar com Olímpia, que no momento encontra-se preocupada com o fato de Sandrinha se sentir uma criança poderosa perante sua professora na escola. Esse lado de poder infantil também é visto na casa de Romero, onde ele faz o filho, Celso (Rodrigo Costa), vigiar com rigor a mãe e a avó. É a apresentação de um tema a ser abordado em episódios futuros.

Renato e seus comparsas agora sabem que é Leandro que os investiga. Por sua vez, o policial relata, mesmo sem provas, a Catarina o envolvido do marido desta em diversos crimes. Isso realmente não importa, porque o roteiro só quer mostrar mesmo que enfim o par se acerta e até transam, dando o ligamento à temática do adultério.

Nota desse episódio: **

Expectativa para o próximo episódio: ***

Roteiro: Marcílio Moraes

Direção: Alexandre Avancini

Audiência:

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