Galaxy Quest

Publicado: 25 de maio de 2009 em Filme
Tags:, , , , , , , ,

Lançado nos cinemas em 25 de dezembro de 1999 pela Dreamworks

Este ano Galaxy Quest completará dez anos de seu lançamento. E há pouco mais de três semanas estreiou o novo Star Trek. O que eles tem em comum, além do primeiro ser uma sátira do segundo? Hoje é dia do Orgulho Nerd.

Para os fãs mais roxos da franquia de Gene Roddenberry o motivo de 25 de maio ser o dia do Nerd pode ser doloroso, porque não é por causa da Jornada deles, mas sim, do “rival” Star Wars, cujo lançamento se deu em 25 de maio de 1977.

Galaxy Quest é uma tirada de sarro com os nerds fãs de Star Trek, mas também é uma grande homenagem a eles. Na verdade, todo bom trekker que se preza (como eu) sabe que comete exageros na adoração do seriado e derivados.

Protector em vez da Enterprise. Capitão Taggertt (Tim Allen) no lugar do capitão Kirk. E o doutor Lazarus (Alan Rickman) assumindo o posto do senhor Spock. Curiosamente não há um correspondente ao doutor McCoy, que sempre constituiu, com os outros dois personagens, a base tríplice da franquia.

Um personagem que ganha muito destaque é Tawny Madson (Sigourney Weaver) no equivalente a tenente Uhura. E há também a versão do engenheiro Scott, o sargento técnico Chen (Tony Shalhoub) e até um piloto, criança chata que cresceu, Laredo (Daryl Mitchell) para ridicularizar o Wesley Crusher.

Não é um filme para se levar a sério. Num besteirol sempre é bom baixar a guarda para poder se divertir mais. Mesmo assim Galaxy Quest apresenta um tema “fascinante”. E se tudo fosse verdade, se existisse outros mundos, outras civilizações ao nosso alcance e, pior, se fossemos tidos como os melhores da galáxia no quesito exploração?

A trama do filme é um aposentado elenco de série de ficão científica “B” que vive há dezoito anos de participações em convenções de fãs e em publicidades duvidosas. De repente, surgem alienígenas verdadeiros e requisitam os esforços de Tagertt e companhia para se livrarem de um vilão terrível. Ocorre que os Termianos pensam que todas as transmissões que captaram, lá em seu planeta Klatu Nebula, dos episódios eram documentos históricos. Esses aliens não tem a noção do que é a representação, o teatro, a televisão. Um mundo onde não há o conceito da mentira.

Só por esse conceito, que se aplicaria facilmente a um bom episodio de Star Trek, claro, de uma maneira mais “cabeça”, já vale Galaxy Quest. E o que sempre foi Star Trek senão boas histórias humanas contadas pela farsa da ficção científica?

Outro ponto de destaque do roteiro é que os personagens, os atores, são críveis. Um bando de derrotados que vivem do passado. Além do que eles se desenvolvem no decorrer da trama, não são aqueles típicos personagens rasos de comédia bocó. Nesse ponto vale a comparação com o novo Star Trek, que apresenta de conteúdo muito menos que a sua sátira, tanto nas conveniências do desenrolar da trama quanto no humor bobinho para adolescentes.

Nota desse filme: *****

Roteiro: David Howard and Robert Gordon

Direção: Dean Parisot

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s