Glee – 1×01 – Pilot

Publicado: 26 de maio de 2009 em Glee
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Exibido em 19.05.2009 na Fox

Glee é uma estreia que desperta interesse por ser do criador de Nip/Tuck e de Popular. Bom, não acompanhei nenhum dos dois programas do Ryan Murphy. E há também a curiosidade de como se sai uma série que ronda o universo do mega (e inesperado) sucesso High School Musical da Disney.

Pontos a favor e contra, é certo que Glee é uma série que vale ser acompanhada, por enquanto. Se a trama em si é mediana ao menos as músicas provocam alguma sedução e um gosto do querer mais, principalmente quando algumas canções são cortadas quando já estamos balançando o pé no ritmo.

Ao todo são 13 números musicais, de Grease a Chicago, ou de Aretha Franklin a Amy Winehouse. Tem para todos os gostos, o que já indica a fuga do pop comercial descartável do HSM, com suas composições água com açúcar, onde só se valoriza o quanto um cantor consegue sustentar uma nota por mais tempo (e aqui há uma piada sobre isso).

Eu já fui um coralista e sei como é estar ali em cima de um palco com uma dupla dificuldade, de não desafinar e ainda por cima tentar representar algo. Se às vezes já é duro convencer a plateia que dá pra cantar um pouco imagine atuar. É coisa para maluco ou pra quem gosta mesmo.

Esse é o tema desse episódio. O renascimento de um coral falido e fora de moda. Encabeçado pelo professor de espanhol da William McKinley High School, Will Schuester (Matthew Morrison), um ex coralista desse mesmo grupo anos atrás. Assim que fica sabendo que o atual regente do coral foi despedido ele se apresenta ao diretor do colégio para substituí-lo. Como o coral está em baixa, em oposição as cheerleaders, que ganham recursos facilmente, Schuester é obrigado a pagar do próprio bolso a manutenção do grupo musical.

Os alunos que ele consegue atrair para o projeto são os renegados ou em vias de redenção. Felizmente eles cantam bem, o que também indica que a série não será sobre desafinos e piadas nesse sentido. Aliás, o humor de Glee é todo baseado nas esquisitices de seus personagens ao invés da comédia de situação.

O tom cômigo lembra Miss Guided, uma série cancelada ano passado com apenas sete episódios, e que também era ambientada num High School, e teve lá seu episódio sobre uma montagem de Miss Saigon.

Para dar um molho a trama de Glee, quando os alunos já se comprometem com a causa, Schuester tem a notícia que sua esposa está grávida e agora tem que arranjar um emprego melhor. Claro que no final do episódio ele muda de ideia e até encontra seus discípulos se virando sozinhos.

A aluna Rachel Berry (Lea Michele) teve um maior destaque ao ser narradora (de sua história) em vários momentos do episódio, mesmo porque ela é a estrela feminina do coral, e também porque foi graças a ela que o outro regente foi demitido. O par de Rachel é Finn Hudson (Cory Monteith), também um outro narrador nos mesmos moldes, é um tipo que quer jogar no time de futebol e quer cantar ao mesmo tempo. Isso lembra algo?

Dramaticamente a série precisa crescer e encontrar alguma identidade maior para com seus personagens, que, por enquanto, estão genéricos, principalmente os alunos. Do que já se estabeleceu até aqui temos que nos próximos episódios Schuester ficará balançando entre sua esposa, Terri (Jessalyn Gilsig), e a professora Emma Pillsbury (Jayma Mays).

Musicalmente, está ótimo.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: ***

Roteiro: Ryan Murphy & Brad Falchuk & Ian Brennan

Direção: Ryan Murphy

Audiência:

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comentários
  1. Marcelle disse:

    Paulo, não acho que os adolescentes sejam tão genéricos assim. A Rachel tinha tudo pra ser a queridinha da escola, mas ela é a zoada, e mesmo assim procura seu espaço da forma que quer ao invés de se submeter ao pensamento dos outros. E o humor cínico/sarcástico é marca do Ryan Murphy desde Popular (que eu recomendo muito), inclusive, como já disse no twitter, Glee parece Popular com musicais.

  2. netiteve disse:

    Marcelle, acho que eu ainda não capto o tom do Ryan Murphy. Vou colocar Popular na minha lista, já que tem mais haver com Glee.

    Eu falei que os personagens são genéricos pelo conjunto, e a Rachel até se destaca mais, embora lembre a “vilã” de HSM, em termos egoístas.

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