Dollhouse – 1×04 – Gray Hour

Publicado: 2 de junho de 2009 em Dollhouse
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Exibido em 06.03.2009 na Fox

O produtor Joss Whedow prometeu que Dollhouse melhora lá pelo oitavo episódio. Os três primeiros não empolgaram entre erros e acertos. Esse quarto não chega a ser melhor que os anteriores, embora seja mais equilibrado.

Fica claro que esse episódio é de transição e só está armando terreno para uma virada de trama. E talvez por não querer inventar a roda não se apega a uma história muita rebuscada e acaba apresentando algo de maior consistência.

Como no piloto, Echo participa de uma missão de abertura de episódio. Ela é uma obstreta e faz o parto da pequena Lucy num hotel no alto de uma montanha gelada. Talvez essa seja a missão mais maluca de uma ativa. E é bom não nos perguntarmos por que alguém contrataria os serviços da Dollhouse para isso. O que importa é que, dramaticamente falando, apresenta algum tema para o episódio: o querer esquecer, com a metáfora das dores de um parto difícil.

Antes da segunda missão Echo, Sierra e Victor conversam no spa e Topher comenta com Boyd sobre como os três estão desenvolvendo um contato que beira o instinto animal. Seria ótimo se o cientista fosse assim esperto e arguto o tempo todo e não aquele neurótico que tenta fazer os momentos cômicos da série, isso, à partir do momento que Echo entra em pane novamente.

Sim, Echo tem mais uma mal funcionamento, dessa vez quando assume a personalidade de Taffy, uma especialista em arrombar cofres, que comanda um grupo de três mercenários, todos não dolls. A missão é roubar uma preciosidade de um ladrão de obras de arte. Antes disso, Taffy atua como uma garota de programa, apenas para ter acesso a uma sala de segurança. É uma sub-trama à la Alias, mas que funciona muito bem.

Taffy é cheia de si e profissionalíssima, lembrando muito aquela especialista em sequestro do episodio piloto, e tagarela um monólogo mirabolante para explicar aos seus ajudantes (e os expectadores) como poderão entrar no cofre sem disparar alarmes, a tal da hora cinza.

Cada um dos ajudantes é responsável por uma tarefa: explosivos (o sujeito esquentadinho), eletrônicos (o sereno que aprecia artes) e avaliador de obras (o medroso). Esse último trai a todos levando a peça valiosa, e ainda por cima deixando-os trancados no cofre. Problema que Taffy resolve parcialmente ao contatar Boyd por telefone para interceptar o fujão. É aí que, ao ouvir um ruído no celular, Echo volta ao seu estado abobalhado do spa.

As panes de Echo são normas em todos os episódios, mas nesse há uma variação. O vilão Alpha é que invade a comunicação entre Echo e Boyd e a desativa. Por mais que Topher fique impressionado com a invasão de seus sistemas não foi de impacto nenhum o nerd saber que foi o Alpha o responsável, numa cena bem lamentável entre ele e DeWiit.

Mais interessante foi a diretora da Dollhouse acionar Sierra também com a personalidade de Taffy e auxiliar a abobada Echo, dali do escritório. Curioso é DeWitt e Dominic tendo que negociar um preço pela tarefa da outra Taffy. Por que não solicitaram a programação disso por Topher? Somente para dar mais tensão a cena?

Falando em falta de tensão, o episódio esfria nos momentos em que Ballard aparece. Victor, ou melhor, Lubov, volta a marcar presença junto ao agente do FBI, que tenta dar um troco no russo colocando ele numa lista de procurados pela agência federal. Pra quê? Aquele motivo do cadáver morto combina mais com CSI, onde um morto dá muitas dicas. Enfim, foi pura enrolação.

Um furo notável é quando os seguranças estão entrando e atirando no cofre e Echo consegue escapar de lá graças à bomba de fumaça. Como, se só há uma saída? Pior, ela escapa com o ajudante ferido.

Esse é outro episódio que tinha mais chances de sair de uma avaliação mediana mas escorrega em construções de cenas fracas. Com um mês de série e nada de muito atrativo já não há mais motivos para acompanhar. Eu só continuo para constatar se a promessa do produtor era mentira ou não.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: ***

Roteiro: Sarah Fain & Elisabeth Craft

Direção: Rod Hardy

Audiência:

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