Mental – 1×01 – Pilot

Publicado: 5 de junho de 2009 em Mental
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Exibido em 26.05.2009 na Fox

Mental é mais uma aposta no gênero série-médica-dramática, criada pelos irmãos Deborah Joy LeVine & Dan Levine, que já produziram programas diversos como Lois & Clark: The New Adventures of Superman ou Early Edition, aquele do jornal do dia seguinte.

A novidade aqui é que a equipe do hospital onde ocorre a trama não trata dos corpos dos pacientes, e sim, de suas mentes debilitadas. Alguns dizem ser uma mistura de In Treatment com House, mas esta série tem sua identidade própria, na figura de um protagonista tão “maluco” quanto seus pacientes.

A cena de abertura do piloto exemplifica isso. Um paciente, Vincent Martin (Silas Weir Mitchell), acaba de chegar à clínica e surta, logo se despindo. Enquanto que os seguranças estão quase já atirando o doutor Jack Gallagher (Chris Vance) ganha a confiança do esquizofrênico também ficando nu. E é essa a batida do personagem durante todo o episódio, surpreendendo a todos os profissionais do lugar. No esquema de ruir os padrões arcaícos estabalecidos pelo que se entende de correto e, principalmente, pelo seu antecessor, pois o doutor é agora o novo chefão da Mental Health Services no Wharton Memorial Hospital

Ao final do piloto Jack praticamente já conquistou a todos, desde os psiquiatras residentes a chefia superior. Até os dois personagens que se achavam aptos ao cargo que ele ocupa, Veronica Hayden-Jones e Carl Belle, ambos doutores, ficam de sorrisos. Isso configura uma grande ausência de atritos para se administrar ao longo de episódios futuros. Sem querer fugir das comparações, a personalidade de House é mais invasiva que a de Gallagher, causando perturbações aos conviventes mesmo depois de várias temporadas.

A solução do caso de Vincent mescla a esperteza do doutor e um pouco de investigação fora da clínica, tanto o é que ele chega a entrar na casa de seu paciente durante a noite e acaba sendo preso. Gallagher é um herói ágil, distante do problema físico de House, adepto do ciclismo, e que exalta uma vitalidade e otimismo com a vida, dele e a da que pode devolver aos seus pacientes. Foi interessante ver ele chorar ao “curar” Vincent, quando este volta a desenhar.

Os excessos têm o suporte de Nora Skoff (Annabella Sciorra), administradora da clínica e que o trouxe para a vaga de diretor da psiquiatria. Vem dela um gancho a ser explorado. Ela talvez não aceitasse a revolução de Jack se ela não tivesse com câncer. Essa morte iminente é um grande trunfo dramático numa série que não terá a tensão principal das séries-médicas concorrentes, a urgência em salvar a vida dos enfermos.

Será a característica de Mental apresentar toda semana um paciente que deixará de ser louco? Amenizar os distúrbios mentais será suficiente para apresentar bons personagens que possamos nos afeiçoar? De bom é que parte disso resulta em comicidade, como no paciente que congela os gatos.

Acontece que essa é uma série dramática. Jack também tem seu drama pessoal, exposto ao final do episódio e sem muitas definições. Foi pouco, mas o único momento em que ele mostrou algum ponto fraco. E a força dessa série, talvez só venha com o tempo.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: ***

Roteiro: Deborah Joy LeVine & Dan Levine

Direção: Guy Ferland

Audiência:

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comentários
  1. Pedro Henrique disse:

    Achei o elenco estranho. Refugão, pelo menos na minha opinião.

  2. netiteve disse:

    Pedro,

    Existem elencos que cativam no primeiro episódio, outros só depois. Eu prefiro não ver muitos rostos conhecidos numa nova série. Às vezes, ficar lembrando que um ator era de uma série e a atriz de outra desvia a atenção demais pra mim.

  3. Pedro Henrique disse:

    Concordo totalmente. Mas acentuo o ‘cativar’: não achei nem a série e nem o elenco cativante; os atores novos, fracos (do tipo ‘to dando pra aparecer nessa série’), e os velhos, igualmente fracos (do tipo ‘sinkin’ shows’).

    E concordo também que a força da série talvez só venha com o tempo, mas uma rápida comparação com os tipos de show que Mental emula (como House e outros intelectuals mistery) já acusa fraqueza. E também sei lá: tenho mil pés atrás com essas produções locais ou semi-locais da Fox.

  4. Willian disse:

    Pedro Henrique
    Voce deve ser o tipo chato que não gosta de nada, mas acha que conhece tudo né?

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