Nurse Jackie – 1×03 – Chicken Soup

Publicado: 24 de junho de 2009 em Nurse Jackie
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Exibido em 22.06.2009 na Showtime

Conforto e segurança. É tudo o que um vivente quer nessa vida. E que tudo funcione instantaneamente como uma boa e companheira sopa de galinha.

Seria simples se no fundo não fosse um exercício de um vício inconsciente, de prevenção nula contra qualquer malefício, como ligar a tv e ver um bom programa alienante. Não é o caso de Nurse Jackie, claro.

Nesse episódio, que não chega a ser tão dinâmico quanto os dois anteriores, temos uma visão bem crítica das simples rotinas de um hospital ou das vidas das pessoas que ali passam, dos funcionários aos pacientes.

Jackie se submete logo pela manhã a sua cota diária de droga em contraste com sua filha maior, a Grace (Ruby Jerins), de apenas 10 anos, que cada vez mais se interessa por programas que exibem a realidade, porque, mais do que entrando na adolescência, ela está é compreendendo (ou não) como é o drama da vida além do universo pai e mãe. Por ironia, a tv oferece doses cavalares para o vício da informação hipocondríaca enquanto que Jackie sofre com um derradeiro comprimido fujão. A expressão de Eddie Falco tendo que deixar a droga no ralo é ótima.

A relação de Jackie com as drogas quase sempre beira o desejo infantil, e que fica claro quando ela está na farmácia do hospital e olha ávida para os frascos de medicamentos, onde Eddie só lhe oferece uma massagem nas costas.

O outro exemplo do episódio de dependência ao conforto vem da paciente que se descobre viciada e, pior ainda, fica sabendo que um dia feliz não sobrepõe a felicidade artificial que construiu para seu corpo.

No lado tragi-cômico o paciente e seu gato é a exemplificação do desejo incontrolável e animal. Isso que é um acidente doméstico com entes queridos, que se confortam da solidão. Gatos foram feitos pra isso, com toda a certeza.

Zoey, que manteve toda a maior parte da graça do episódio, com seu estetoscópio furtado de sacanagem pela doutora Eleonor O’Hara (Eve Best) parece deslocada do tema principal. Pensando bem até que não, pois, o aparelho foi dado por sua mãe e já sabemos desde o piloto da série que a novata é dependente do afeto da mãe; foi correto o roteiro não traduzir o óbvio.

A drama principal, e que dá razão ao título do episódio, com o senhor e senhora Zimberg, foi simples e direto. Sem um fiapo de enrolação, eles se amam muito e chegam a entender, embora não admitam um para o outro, que a morte é um conforto mais que admissível para a felicidade de ambos.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Mark Hudis

Direção: Craig Zisk

Audiência:

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