Nurse Jackie – 1×05 – Daffodil

Publicado: 8 de julho de 2009 em Nurse Jackie
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Exibido em 06.07.2009 na Showtime

Todos passam por fases difíceis. Uma enfermeira por si só, no trabalho, já possui um momento maior de tensão: o período noturno. Tudo é maior à noite: as dores, os problemas, os sintomas.

Jackie administra, ou suporta, à tudo como um narciso decadente que vê a própria feiúra. A bondade da enfermeira não deixa de ser um jeito torto de esconder os erros do mundo e também os seus. O monstro que se veste de anjo.

Há muitos episódios que Jackie não comete alguma maldade, que tanto foi chamariz para a aceitação da série. Aqui ela brinca com Zoey que roubou uns trocados de um paciente morto. Claro que no fundo sabemos que isso é verdade.

Disso ela vai para o roubo consentido, quando ela pega, obviamente mais que o permitido pelas normas do hospital, uma grande quantidade de medicamentos para uma paciente sem recursos. Um exagero que é encoberto com um simples beijo em Eddie.

O conflito entre as regras e o necessário é ilustrado de uma maneira deliciosamente cômica através da sempre chata Gloria Akalitus (Anna Deavere Smith), que nunca esteve implicando com tantos funcionários ao mesmo tempo. Coisa do estresse da noite e dela mesma, que só relaxa quando se auto alveja com uma arma de choques, talvez na cena mais engraçada de toda a série.

Nesse episódio também ficou mais evidente como todos os amigos de Jackie gostariam de arranjar um par para ela. Mal sabem eles que ela não só entende de crianças, como é mãe e esposa dedicada. Quando essas máscaras caírem será muito interessante.

Um bom desenvolvimento são os cruzamentos inesperados que começam a surgir na série. Coop e Eddie formando uma amizade. Zoey jantando com O’Hara. E finalmente Momo com Thor. Enquanto que nesse último Jackie até encoraja e dá margem para isso, no segundo ela sente uma ponta de ciúme, e no primeiro gera um total desconforto, que remete aos seus impulsos sexuais em contraste com o carinho pelo marido.

Desse episódio o destaque são as metáforas sobre o isolamento de Jackie e sua vontade de pedir ajuda. Elas aparecem por meio de uma paciente que tem dificuldades para respirar, na filha desta que treina para um prova de soletração e, de maneira mais direta possível, no paciente que tem um derrame e se comunica através de cartões.

Quando amanhece o dia ela retorna ao lar com os problemas de lá, sobretudo da crescente ansiedade de Grace. A visão medonha do mundo é igual ao da mãe. Para a filha, Jackie crê que é uma fase, para a filha da paciente também. Mas e para a Jackie? Será uma fase ou uma regra estabelecida para o resto de sua vida? Será que em busca de ajuda ela consegue comunicar isso para alguém?

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Taii K. Austin

Direção: Steve Buscemi

Audiência:

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