Flashforward – 1×02 – White to Play

Publicado: 3 de outubro de 2009 em Flashforward
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Exibido em 01.10.2009 na ABC

Um profeta pode salvar o mundo. Sete bilhões de profetas não se importam com o mundo, mesmo que suas visões reunidas sejam o mais completo destino próximo da humanidade.  Então cada um se importa somente com o que será ou fará de si.

Fica claro com esse episódio que FlashForward apostará no lado dramático das personagens, não se atendo unicamente a ação, embora faça uso de uma seqüência de busca de um suspeito do FBI que apresenta um pouco de agitação.

Uma boa surpresa foi o roteiro (literalmente) brincar com a revelação bombástica do episódio anterior que uma pessoa estava acordada durante o apagão. Mais ainda ao colocar a filha de Mark, a Charlie Benford (Lennon Wynn), como um fio condutor sem fazê-la ser a protagonista da semana. A estrutura da série parece que será a de ir mesclando a linhas de histórias de seus personagens sem dar um destaque solo. É um ponto a favor para quem sofrerá a comparação a Lost, que fazia uso desse recurso narrativo.

Um deslize gritante são os vários momentos com recapitulação do que aconteceu no primeiro episódio, seja por falas ou por repeteco de imagens. A estrutura dos FlashForward não é um conceito tão difícil de se assimilar, mesmo para um espectador casual ou que não seja acostumado com ficção científica, mesmo porque (de novo) Lost já abusou de flashes do passado e do futuro.

Presença do exército nas ruas, a crescente utilização do mosaico e desorientação em geral das pessoas por querer ou não a realização do futuro são um bom apanhado da situação pós apagão. Curioso é várias agências de investigações americanas desistirem do caso e o FBI continuar e logo em seguida aparecer um burocrata para atrapalhar. Um fogo de palha do roteiro.

E enquanto dá uma dignidade ao bureau de investigação temos a confirmação do humor centrado no diretor do FBI, Stanford Wedeck (Courtney B. Vance), e isso baseado em situações e não num personagem tolo, como é usual nas séries. Alívos cômicos são muito criticados, mas a falta deles gera um problema até maior e quase nunca damos conta disso.

Estranhamente a personagem Nicole Kirby (Peyton List), a babá de Charlie, não aparece no episódio, mesmo sendo uma personagem regular da série. E isso com o agravante da filha de Mark estar presente em várias cenas importantes. É provável que algum momento com as duas foi cortada da edição final.

Demetri é outro personagem que recebe um destaque importante. E que até gera mais interesse que o mistério principal de FlashForward. Seu dilema existencial é bem utilizado e tem um desdobramento bem conduzido e já fecha a questão agora.

Falta ao episódio algo de maior impacto para torná-lo tão perfeito quanto o da estreia. A novidade referente ao suspeito zero é interessante mas também enfraquece logo em seguida por ser uma variação dele ser o único acordado no evento. Claro que a procura ao D. Gibbons (e mais ainda com o comentário de Charlie) oferece os momentos de tensão e ação indispensáveis ao gênero da série. Pena que resulte num mistério muito fechado em si e não no efeito de um bom gancho.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: David S. Goyer & Marc Guggenheim

Direção: David S. Goyer

Audiência:

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