Flashforward – 1×03 – 137 Seduken

Publicado: 10 de outubro de 2009 em Flashforward
Tags:,

Exibido em 08.10.2009 na ABC

Viver o agora é uma das expressões mais ditas como conselho para qualquer pessoa, e nem é preciso que ela esteja numa situação desconfortável. De qualquer forma, é fácil levar a vida sem um compromisso de encaixá-la em um futuro sabido. Quando um final é conhecido é que geram problemas, até para uma série de tv.

Os produtores de FlashForward deixaram claro que a história está toda planejada e com cada final de temporada muito bem definidos. No entretenimento da televisão isso não basta. Por ser algo que transcorre por longos meses é natural que a expectativa de quem a assiste sofra quedas inúmeras vezes.

Uma série que vive de mistérios e elucidações precisa ser bem dosada mas também não pode dar a atender que segue uma tabela fria de realizações a se cumprir. Entre pontos chaves pode soar que as tramas estão sendo enroladas. Um bom roteiro pode amenizar isso se a história que propõe não resulte fria.

Nesse terceiro episódio FlashForward comete todos esses defeitos. No lado mitológico, que gera o grosso do interesse dos espectadores, a trama do nazista com uma informação resulta num desperdício. Vende-se que é algo bom e, no fim, não são somente os agentes do FBI que sentem que foram passados para trás. Apesar de uma informação nova ser apresentada com a intenção de tornar a trama complexa o que ocorre é uma simplificação, tornando os fatos numa mesma batida lenta.

Esse deslize poderia ser deixado de lado se o lado dramático do episódio sustentasse uma história forte. Também não é o que ocorre, mesmo tendo, nesse caso, até duas histórias para se trabalhar. A de Demetri é a mais frustrante, porque, vinda de um momento muito bom do episódio anterior, ela não sai do lugar, mesmo com uma conexão interessante na confrontação da história do nazista.

A trama de Aaron Stark (Brian O’Byrne) e de sua filha, que supostamente estará viva no futuro, tem um rendimento pior. Ironicamente era uma das visões que geravam um desejo do futuro se concretizar, por ser uma salvação do terror interior de um pai perder a filha. O Desenrolar dramático não funciona.

Algumas ausências também se destacam no episódio. A história pessoal de Mark e sua esposa é deixada de lado. E mais uma vez a personagem Nicole não aparece, ao menos tem uma desculpa oficial. Outros que não dão a cara são o doutor Bryce e Lloyd, o pai do garoto autista. Ao contrário, surge uma personagem nova, a mulher de Benford, com sua visão intrigante. Um mistério solto, jogado no episódio.

Algo irritante é alguns personagens ainda não aceitarem a maluquice das possíveis conexões para a solução do mistério do apagão. Pessoas comuns vá lá, mas agentes em investigação deveriam estar abertos a tudo. Talvez numa piada interna do roteiro Demetri chega a comentar que ainda não entrou no jogo.

O episódio só se salva se fizermos uma leitura do tema da frustração, inerente aos três casos, apesar do texto tentar fazer uma ligação dos fatos pela questão da fé, do crer em algo, e no caso, que nem existe ainda.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: David S. Goyer & Marc Guggenheim

Direção: Michael Rymer

Audiência:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s