V (2009) – 1×02 – There Is No Normal Anymore

Publicado: 12 de novembro de 2009 em V
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Exibido em 10.11.2009 na ABC

Durante uma guerra ainda velada cada um dos lados tem que se apoiar na confiança para com seus aliados, do contrário bastariam as armas numa aferição de maior força. Òbvio que os Visitantes não querem invadir por invadir o planeta Terra. Qual seria o bem maior que querem proteger de um ataque maciço e destruidor?

A comandante-suprema Anna tem um objetivo muito claro de primeiro persuadir a humanidade e depois chegar ao objetivo final. Para isso ela vale da própria fragilidade e complexidade do Homem, que se traduz em “nós queremos confiar”.

Anna é uma personagem que não precisa de muito blá-blá-blá para demonstrar como é poderosa e manipuladora. Vale lembrar que a sua contraparte (Diana) do V original era um tipo over que oscilava entre o caricato e o canastrão, tanto pelo texto quanto pela atriz. Um grande acerto de V (2009) é com o personagem do jornalista. Antes era uma mulher ambiciosa que se deixava levar pela conversa sedutora da líder. Aqui temos Chad, um igualmente ambicioso porém tão esperto quanto Anna. A virada de mesa dele é ótima. A série já tem dois grandes personagens.

E falando em dupla, Erica e Jack são os que anteriormente foram Juliet e Mike, dois líderes isolados da resistência e que depois se unem. Na nova V eles já começam juntos mas não tão equilibrados. Há uma inversão, antes o homem era o seguro e a mulher receosa de ser capaz de liderar. Erica é uma agente do FBI (por clichê, quase um Rambo de saias), portanto uma líder nata, e Jack, um padre, é o que demonstra uma insegurança.

A trama do FBI está bem presente na série. Inclusive com novos personagens, como o diretor Paul Kendrick (Roark Critchlow) e a agente Sarita Malik (Rekha Sharma). Com a surpresa do final do episódio fica a pergunta de até quando os personagens principais permanecerão livres sem cair na clandestinidade.

A incapacidade de ter uma vida normal é o que volta a assombrar Ryan. Sua linha de história praticamente se manteve inalterada, só nos fazendo entender um pouco mais da ramificação dos aliens desertores quando foi “consertar” sua pele danificada. É pouco.

O lado mais previsível fica por conta do jovem rebelde. Tyler e Lisa (Laura Vandervoort), que caminham para o casalzinho oficial da série. Infelizmente esse tipo de uso de jovens às vezes se deve as questões de audiência (para cooptar a mesma faixa de idade) do que por motivos dramáticos. Embora, claro, no original, o equivalente personagem era um pivô de muitas tramas.

Mesmo sendo um episódio tradicional de transição este mantém a força de V. Inclusive apresentando um elemento muito utilizado no original, a tortura psíquica, onde no mesmo ambiente médico temos depois o gancho que de certo provocará várias mudanças no episódio seguinte. Como já sabemos, V não trabalha com novos mistérios aqui e ali, mas com novas situações, como a posse de uma simples lista valiosa.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Scott Peters & Sam Egan

Direção: Yves Simoneau

Audiência:

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