V (2009) – 1×03 – A Bright New Day

Publicado: 19 de novembro de 2009 em V
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Exibido em 17.11.2009 na ABC

Como assumir os riscos numa guerra se um lado seguro não existe? O vencedor é quem dirá se você estava numa posição benéfica. Mas é em nome da paz que se toma um partido equivocado e se acaba unindo àqueles que antes fazia oposição. V é uma série forte por apresentar essas questões como um bom entretenimento.

Nesse terceiro episódio um maior destaque é dado aos Visitantes. Nos episódios anteriores eles tinham apenas falas ou diálogos rápidos, mas eficazes, e que já os colocavam a distância de seus equivalentes na minissérie V original, que eram prolixos e canastrões ao extremo.

Boa cena é a de Anna ensaiando seu texto até atingir o tom ideal. E melhor ainda a opção de não mostrar quando do encontro com a viúva daquele piloto de caça visto no primeiro episódio. Seria redundante. Frisar a construção é muito mais eficiente que mostrar o uso.

Outro momento é a armação sobre o atentado aos Visitantes. Dela surgiram boas sacadas para a série, como a tentativa dos Vs não se mostrarem tão eficientes na segurança (embora seja óbvio que não, já que chegaram a bordo de naves) em contraste com a outra sala de monitoramento totalmente hi-tech com as câmeras dos uniformes. Mesmo que pese uma facilidade narrativa de Erica ter encontrado e entrado na sala, ainda assim funciona.

Claro que o destaque é a menção à Quinta Coluna, a ala dissidente dos Vs do qual faz parte Ryan. De forma clara o episódio expõe a importância desse grupo e tanto o lado que se mantém na ativa e o que trai a iniciativa. Sem falar na figura de um líder: John May.

Algo que se consolida é o antigo grupo de resistência enfim encontrando o novo, graças ao esforço de Jack. Como já é sabido que teremos apenas mais um episódio esse ano é certo que algo de impacto por parte deles acontecerá a seguir. Talvez os colocando numa situação de clandestinidade, que marcou muito o V original.

O gancho final do episódio apresenta uma vertente conhecida mas embalada de forma diferenciada. E é ótima essas brincadeiras que os roteirstas fazem com os personagens antigos. Que Lisa e Tyler seriam um casal importante é claro desde a primeira troca de olhares. E sendo ele um escolhido, bom, basta, não ser ingênuo para imaginar o desenlace. Quem viu o original sabe que a fêmea era uma humana e o macho um V. E ponto.

Tirando alguns poucos detalhes esse episódio poderia ter sido o segundo da temporada sem qualquer problema, o que torna agora o anterior bem mais de transição ou mesmo um tapa buraco. Na verdade, é o melhor até aqui, pois já trabalha com todos elementos constituídos e os coloca num patamar à frente.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Diego Gutierrez & Christine Roum

Direção: Frederick E. O. Toye

Audiência:

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