Lost – 6×01 – LA X Part 1

Publicado: 4 de fevereiro de 2010 em Lost
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Exibido em 02.02.2010 na ABC

Chegamos à última temporada da série mais inventiva da história da televisão. Lost mudou a maneira de se assistir a um programa televisivo e de como fazê-lo, mudanças importantes tanto para as emissoras quanto para uma plateia que se mostrou impressionada ao longo do caminho e depois bem exigente para com a cria que alimentou.

Como de costume, temos a apresentação de uma nova maneira de se acompanhar o desenrolar da trama. O termo flash-alguma-coisa parece definitivamente deixado de lado. Não estamos mais vendo um flash do passado ou do futuro. O relógio apresenta dois tempos presentes. Talvez um verdadeiro universo paralelo.

Um dos fatores que tornam Lost um sucesso é que é feito para fãs. Um espectador casual sofre para entender os mistérios até básicos, mas sente, só de olhar os conhecidos que acompanham há mais tempo, que existe uma linha de intimidade muito clara nos pequenos atos dos personagens que são indecifráveis aos leigos.

Não estou falando do saber o que um personagem irá falar em alguma situação. Em Lost acontece uma familiaridade com que acontece em momentos chaves da vida dos personagens. Os fãs gostam, por exemplo, de rever sobre outra ótica o instante do primeiro embarque no vôo 815. É uma força motriz da série, inaugurada ao final da primeira temporada, porque até ali os flasbacks ainda eram apenas de personagens e suas histórias pessoais, o popular drama da semana.

Novamente temos o primeiro voo e o prazer de perceber o instante onde o avião não se parte, não cai, não se destroça numa ilha. E disso segue uma variedade de vertentes do que conhecemos dos personagens num voo seguro e com seu cotidiano. Sem falar que essa sequencia se encerra com uma pequena explicação bombástica de como a ilha pôde sumir.

O estado da ilha poderia ser um detalhe do que pontuaria que a partir dali a vida dos losties tomou outro destino não fosse a presença a bordo de Desmond. Talvez o primeiro mistério da sexta temporada: as mudanças são muito mais abrangentes do que poderíamos supor.

Uma explicação e um novo mistério se tornam a cota do dia (do episódio, da parte 1) para essa linha temporal, pois o que se segue é a boa curtição de rever os personagens. Não custa lamentarmos a ausência de Shannon, que forçadamente não está em cena. Walt e Michael é aceitável já que a idade do ator que faz o garoto não permitiria a brincadeira.

No âmbito da ilha ainda é possível uma sobra do flerte com a mitologia da série, mais especificamente um retorno à cratera da implosão da estação Cisne. Na verdade não passou de um final mais arredondado para Juliet. É uma pena que esse personagem tenha que ser descartado tão pouco antes do final. Há de se fazer uma ressalva que os produtores ainda conseguiram dar algum valor a ela na temporada passada, quando ela aparentemente a iniciou (e também o Sawyer) com suas linhas de histórias bem esvaziadas.

Sobre o destino de Jacob as novidades são poucas, ficando apenas a esperança que ele não morreu na série, embora esteja bem morto e conversando com Hurley. E o melhor enfim vamos conhecer o Templo, citado desde o final da terceira temporada.

Falando em temporadas, aqui e ali, a promessa dos produtores é um retorno à essência da primeira temporada, embora seja preciso lembrar que isso era, numa visão bem básica, apenas os losties ainda conhecendo uma parcela da ilha, longe ainda de estações Dharmas, Ben Linus e Outros.

E justamente é Ben que primeiro descobre o que é de fato aquele Locke duplo, obviamente o monstro de fumaça. O inimigo de Jacob é poderoso e talvez o único à altura para encará-lo, mesmo sem poderes iguais, é o antigo líder dos Outros.

Em resumo é uma abertura fantástica, do roteiro econômico, mas envolvente, até a alguns achados técnicos, como o efeito sonoro pós explosão da bomba e a belo plano sequencia da ilha, com direito até a piadinha do tubarão Dharma. A seguir, a segunda parte…

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Damon Lindelof & Carlton Cuse

Direção: Jack Bender

Audiência: 12,61 milhôes

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