Lost – 6×06 – Sundown

Publicado: 3 de março de 2010 em Lost
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Exibido em 02.03.2010 na ABC

Lost está num ponto crucial para seu sucesso nessa temporada. Ou avança com seus antigos mistérios com força ou terá que frear os novos. Essa é a temporada derradeira e talvez não seja mais oportuno desperdiçar um episódio inteiro sem esclarecer os inúmeros mistérios apresentados ao longo dos anos.

Um terço do sexto ano se encerra com esse episódio. Tanto podemos ter um novo bloco no mesmo andamento freado ou nos surpreendermos com uma sequência de doze episódios fantásticos. O problema é que não temos nenhum indício disso ou daquilo.

Numa primeira análise é preciso deixar claro que é um episódio superior ao mediano da Kate, que cada vez parece ter apenas a função de aferir o valor dos posteriores. A história de Sayid no universo paralelo é simples, sem grandes implicações, mas firme e diferente do que conhecemos. A principal mudança é em relação a Nadia, praticamente num reverso do que ele sempre almejou em relação a ela.

E válido também é a sua sina de torturador ser posta em prova, dessa vez na forma de um aposentado nessas habilidades; e mesmo que elas não brotem, expõem pelo menos a sua fúria interior na resolução com a inesperada aparição de Keamy. É engraçado ummercenário agora na pele de um agiota.

Mesmo agradando, qual é a desse novo universo? Por nenhum dos personagens até agora vistos disse a que veio. Em contrapartida é lá na ilha que alguém oferece alguma dica, com Dogen. O misterioso japonês dita um flashback de sua vida em relação ao seu filho e Jacob. Pelo o que ele diz Jacob ofereceu uma vida melhor se recebesse ajuda. E talvez seja isso mesmo: quem o ajuda aqui tem uma vida, uma existência mais feliz, e, fundamentalmente, nem tanto para si mas para os seus entes queridos, lá no outro universo.

Voltando a ilha é que temos a teimosia nos novos mistérios e nada dos antigos. Depois de uma clara enrolação (três episódios depois) Sayid confronta Dogen. Ocorre que se dá outra caminhada em círculo no que se refere à outra pessoa matar o iraquiano. Já não está mais que claro que se configura ali o que ocorria a Jacob e seu inimigo, que uma terceira pessoa é que tem que fazer o serviço sujo ou então não funciona?

A já anunciada tomada do templo se dá de forma bem atípica, principalmente na resolução com os mortos-vivos Claire e Sayid. Acabou que não foi algo de impacto como se imaginava e apenas se salva pelo clima sinistro. E se algo foi frustrante foi a chegada de Ilana e demais, que entraram para sair logo em seguida, mais nada. Um absurdo.

O vai e vem de personagem trouxe até a Kate de volta ao templo numa conveniência para esta encontrar a Claire. Isso sem falar que foi o jeito tosco do roteiro colocar Kate como uma espiã dos futuros planos do inimigo de Jacob.

Pois bem, o inimigo de Jacob, com seus lacaios e súditos farão o quê? Impossível saber, não há pista alguma. O ciclo do templo está fechado e com certeza não o veremos mais na série, ainda que exista um detalhe curioso: Dogen e Lennon foram mortos dentro das águas regeneradoras. Haverá alguma esperança nisso? O que temos é que o sol se pôs para esse arco narrativo de Lost. E agora, Jacob?

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Paul Zbyszewski e Graham Roland

Direção: Bobby Roth

Audiência:

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