The Walking Dead – 1×01 – Days Gone Bye

Publicado: 25 de outubro de 2010 em The Walking Dead
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Exibido em 31.10.2010 na AMC

A moda agora é fazer remake, mas uma das fontes básicas das séries de tv ainda é a adaptação de produtos de outras mídias, como cinema, livros ou até as comics. E é dessa última que fez surgir The Walking Dead; uma ótima HQ, editada desde outubro de 2003, criada por Robert Kirkman. Em histórias sempre em preto-e-branco, para manter aquele tom cru do terror, temos uma boa trama sobre zumbis.

Coube a Frank Darabont a tarefa de adaptar, tanto no roteiro como dirigindo esse episódio piloto. O resultado é superior ao original, no que tange a apresentação da trama e na carga de suspense desses monstros, que muitos não familiarizados podem até pensar que não há perigo, pois os zumbis nem ao menos correm rápido atrás das pessoas. Ledo engano. Em resumo, The Walking Dead deixa qualquer série de terror teen morta de vergonha.

Como nos quadrinhos, o protagonista é Rick Grimes (Andrew Lincoln), um subdelegado de uma pequena cidade no Kentucky. Ferido numa perseguição a fugitivos o policial acorda depois de um tempo indefinido num hospital vazio, ou cheio, se consideramos os cadáveres espalhados por todos os lados e uma penca de mortos-vivos.

Essa sequência de despertar é muito bem realizada, assim como a de prólogo antes dos créditos. Ambas não se valem de muitas falas do personagem, enfatizando o silêncio; do mesmo modo que não há trilha sonora abundante, tendo apenas o necessário para empurrar a emoção dos espectadores.

Quando do encontro com Morgan e Dwayne, pai e filho, uma breve contextualização é dada, mesmo que em histórias de zumbis o que importa mesmo é o ataque das aberrações sem muitas firulas. Ok, não é verdade, em toda boa trama desse gênero é fundamental a presença de vivos sem vida, numa afirmação que os que ainda vivem estão mais mortos que os zumbizados.

Esse piloto abrange quase os dois primeiros números da HQ, ficando um gancho para quem se comunica com Rick lá dentro do tanque. No original a pessoa logo se apresenta, em outra situação, e ainda se avança mais ainda nos acontecimentos. Pode-se considerar que a versão televisiva apenas expande alguma lacunas da comic mas o que ocorre é um aprofundamento, deixando a obra mais madura e não tão imediatista.

Com somente seis episódios já encomendados é certo que logo outros serão pedidos, pois o sucesso teve início há meses, durante a exibição do piloto, provavelmente essa mesma versão preair, na Comic-Con desse ano. Assim que a versão oficial for lançada retornamos aqui neste post com as considerações sofre alguma mudança.

ATUALIZANDO 03.11.2010: A versão oficial do piloto na AMC foi idêntica ao pre-air. Infelizmente, quando da exibição aqui no Brasil, pela Fox Brasil, foi exibida uma versão com mais de dez minutos de corte. O motivo (ainda sem uma declaração oficial do canal pago) aparentemente foi para o programa caber no horário de uma hora e ainda cumprir os tempos dos intervalos. O piloto na integra tem 66 minutos.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Frank Darabont

Direção: Frank Darabont

Audiência: 5,3 milhões

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