The Big C – 1×01 – Pilot

Publicado: 29 de outubro de 2010 em The Big C
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Exibido em 16.09.2010 na Showtime

Dramédias talvez sejam os melhores programas na tv. Um misto de entretenimento despretensioso com uma leve bordoada na orelha. The Big C se junta as duas recentes séries do gênero: Nurse Jackie e United States of Tara.

Se, na primeira temos uma personagem com desvio de conduta e na segunda um problema mental que traz múltiplas personalidades fora de prumo, temos na nova série uma doença física que tira a protagonista de uma vida medíocre.

Sim, dramédias partem do princípio de se aceitar em ser o que é ou da luta vã de se tentar esconder, como formatos básicos. E sempre as protagonistas são mulheres, justamente porque a elas estas questões afloram mais. Fosse com homens fatalmente a comédia descambaria para algo mais rasgado e sem a seriedade necessária à parte dramática.

Cathy Jamison (Laura Linney) descobre que tem melanoma e entra numa rejeição tamanha que não pensa em fazer nenhum tratamento. Aliás, ela já tem conhecimento disso, ficando a cena apenas para apresentação do fato aos espectadores. Daí em diante ela passa o episódio tentando encontrar alguém para dividir o seu destino; no processo de aceitação, via metáfora de cavar a piscina.

Nesse ponto que a comédia surge, pois suas opções são terríveis: um marido crianção, um irmão revoltado com o mundo, um filho mimado e uma vizinha cricri. Cathy tem um distanciamento com os três e parece que há um consenso que a consideram uma chata. Enquanto admite pra si o próprio temperamento acaba por fazer as pazes com o quarteto.

Talvez esses acertos que acaba fazendo com essas pessoas mais próximas sejam os pontos fracos do roteiro. Para começar que tudo acontece rapidamente, quase no mesmo dia em que tem que escolher alguém para dividir a angustia de estar doente; e depois algumas situações parecem rápidas apenas para caberem num episódio de curta duração. Sobretudo com a vizinha, que havia cinco anos não falava com ela e apenas um desabafo a faz “acordar”. Seria o cúmulo que ela acabasse sendo a escolhida, por sorte, e por uma boa sacada do texto, acaba sendo o cachorro desta.

A coisa fica tão redonda, com ela até adquirindo uma liberdade que achava errada nos outros, como no marido que suja o sofá; ou uma coragem que não possuía, com a repreensão ao filho, que o episódio se mostra não fechado quanto um longa que chega a um final feliz. Se as resoluções aparecem aos montes quais as dificuldades da personagem para se desenvolver na temporada?


A única linha aparentemente sem ponta é a do médico que a trata. Um clima entre os dois parece aflorar, ainda mais que são como dois novatos que apoiarão um no outro, um iniciando na medicina e a outra num calvário. Talvez a linha de história com sua aluna, embora seja algo deslocado na série. Em resumo, o roteiro (escrito pela também criadora da série Darlene Hunt) não acerta sempre, ou não encontra um tom confiável, digamos assim.

O episódio se salva e cresce muito em expectativa para os seguintes por causa da atuação de Laura Linney. É um clichê dizer que um ator carrega uma série nas costas mas é o caso mais uma vez aqui. Assim como nas outras duas séries citadas do gênero da dramédia a aposta é colocada totalmente no poder da atriz escolhida, que se sai bem nos momentos engraçados ou tensos.

Nota desse episódio: *** 1/2

Expectativa para o próximo episódio: ****

Roteiro: Darlene Hunt

Direção: Bill Condon

Audiência: 1,15 milhões

 

Séries Relacionadas:

United States of  Tara

Nurse Jackie

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