Arquivo da categoria ‘Heroes’

Exibido em 02.03.2009 na NBC

Um episódio onde a Claire se destaca não dá para considerar com um dos melhores da série. È o que acontece em “Exposed”, onde se expõem os defeitos de Heroes.

Heroes com certeza é um show de ação, ou deveria ser, já que os personagens principais são seres dotados de grandes poderes. Depois de três temporadas e alguns volumes fica cada vez mais a certeza que o que mais atrapalha a trama são os poderes. Sempre usados de forma desajeitada. (mais…)

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Heroes – 3×17 – Cold Wars

Publicado: 5 de março de 2009 em Heroes
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Exibido em 23.02.2009 na NBC

Mais uma vez Heroes se aproxima do fundo do poço. Esse episódio, do começo ao fim, é uma enrolação que apenas adia a história que se quer contar. Se é que há alguma de fato entre os eternos deslizes que a série apresenta.

Qual é a graça em fazer suspense em algo que já se sabe e já foi dito em mais de um episódio? E não é algo que ficou no ar, dúbio, é o óbvio escancarado. Se depois de tudo resultasse uma grande surpresa valeria a pena o martírio. Mas nem isso. (mais…)

Exibido em 16.02.2009 na NBC

Depois de alguns episódios onde os personagens patinavam em suas tramas e apenas Sylar conseguia dar um pouco de dignidade a essa série, um dia o inevitável teria que acontecer. O vilão também não tem o que dizer.

Sem algo a desviar a atenção ficam evidentes todos os clássicos defeitos de Heroes. Como as repetições de situações, a fragilidade da existência de muitos personagens e, talvez o principal, o modo como linhas de histórias são apresentadas e concluídas sem nenhuma evolução aparente, nem para algum personagem ou para a série em si. (mais…)

Exibido em 09.02.2009 na NBC

Talvez exista uma esperança para Heroes. Nesse episódio começam indícios que essas pessoas com habilidades podem agir de maneira inteligente e com um objetivo comum. Podemos até dizer que nasceu aqui uma equipe de heróis.

Mas vamos à realidade. Sylar, na sua vilania, ainda é mais focado e mais esperto que os tidos heróis, que continuam a desfilar uma penca de patetices num mesmo lugar e em poucas horas. Ok, a culpa é sempre do roteiro. (mais…)

Exibido em 02.02.2009 na NBC

Começa nesse episodio o quarto volume de Heroes, com o título de Fugitivos. A característica da série em se dividir em blocos sempre traz a esperança que ela possa tomar um rumo decente nesses recomeços.

Ainda é cedo para dizer qualquer coisa, mas, do que vemos aqui, dá para afirmar uma coisa: esses Heroes não possuem aptidão nenhuma para heróis. O tempo de reação deles ao perigo é terrivelmente lento, quando não beira a pura estupidez para quem já viveu algumas situações de risco. (mais…)

Heroes – 3×13 – Dual

Publicado: 19 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 15.12.2008 na NBC

Arthur parece estar realmente morto e agora Peter tem que combater Nathan, assumindo aquelas antigas premonições que ele seria um vilão no futuro. Agora parece que não haverá retorno para o sempre inconstante homem voador.

Peter resolve destruir os experimentos da Pinehearts e acaba recebendo a ajuda de Knox e Flint, que entram nessa por acharem que serão deixados de lado se forem feitos mais seres com habilidades. O único no caminho é Mohinder, então não há com que se preocupar, pois ele somente oferece de perigo os pitis de sempre. Quando a situação engrossa e o laboratório está prestes a explodir Peter se injeta da fórmula mágica e volta a ter alguma habilidade, no caso a de voar dali com Nathan.

Daphne, Parkman e Ando tentam arranjar uma maneira de salvar Hiro lá no passado. A solução que encontram é Ando ter a habilidade de viajar no espaço/tempo. Como? Com a fórmula mágica também. E lá vai a Daphne roubar a seringa da mão de Mohinder bem na hora que ele iria usar. O cara é azarado.

Ando acaba não ficando com a habilidade que gostaria, e sim, com o poder de turbinar o poder dos outros. Partem então Daphne e Ando para o passado. Claro que é super forçada a situação. Na primeira vez que tentam já conseguem. Ironicamente eles resgatam Hiro bem na hora que ele iria destruir aquele famoso papel com a fórmula escrita. Como não deu pra realizar o feito no passado vai no presente mesmo. Simples assim. E tosco.

Na seqüência que deveria ser mais empolgante, o ataque de Sylar a Companhia, tudo fica mais ou menos. Embora ele mate todos os seguranças do lugar mostrando que não está para brincadeira ele volta a fazer aqueles jogos psicológicos que gosta. O chato não são os jogos de gato e rato. O problema é que os ratos sempre acham que vão pegar o Sylar com simples armas de fogo e fica a enrolação. Para ter mamãe Petrelli em mãos ele força Claire a entregá-la através de um duro dilema: ter que escolher entre a vida do pai adotivo ou da mãe biológica.

A Primatech acaba sendo totalmente destruída quando Meredith não consegue deter o seu poder e se explode. Sylar também deve ter morrido na explosão pois seu corpo estava lá também com grande pedaço de vidro enfiado na nuca. Claro, não deve ter morrido, ainda mais pelo motivo que a última coisa que ouviu é que Ângela sabe quem são seus pais verdadeiros. Deve voltar no próximo volume.

Um esquecido nesse episódio foi o haitiano. Por outro lado, o africano Usutu faz uma pequena aparição. Os últimos três vilões que sobraram nas celas do nível cinco da Companhia, incluindo Eric Doyle, também morrem. O único das antigas que sobra, aliás, a única vilã que sobra é mamãe Petrelli. Se bem que Tracy e Mohinder tem tudo para serem do mal daqui em diante.

E chegamos ao final do terceiro volume: Vilões. Não há mais Primatech nem Pinehearts. No prólogo do quarto volume (Fugitivos) Nathan assume de vez a vilania e pede ajuda ao presidente americano para caçar e colocar em prisões os heróis.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Jeph Loeb

Direção: Greg Beeman

Audiência:

Heroes – 3×12 – Our Father

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 08.12.2008 na NBC

Depois de uma seqüência de episódios duvidosos eis que surge um que não patina a história e ainda traz elementos diferentes que a colocam para a frente.

Não é de estranhar que a coisa funcione por ser um episódio que trata do passado, embora mantenha o pé no presente. Quando Heroes vai para um tempo anterior ou mesmo posterior sempre as histórias rendem mais. Na verdade, no passado rende até mais que no futuro, pois, por ser episódio com uma trama que já se sabe o fim, o desenrolar sempre se torna coerente com a narrativa até então, evitando a eterna falta de rumo.

Um elemento novo para a série é Ishi Nakamura, a mãe de Hiro. Pela primeira vez a idéia controversa de tê-lo tornado um adulto com mente de uma criança de 10 anos fez sentido. Dramaticamente funcionou esse encontro e redimiu Hiro, tanto para a história do personagem como para a série, ao menos durante alguns minutos.

Hiro tornou-se o catalisador, ou melhor, recebeu o catalisador de sua mãe, que por ironia morreu ao transferir essa dádiva. Isso porque Ishi também tinha uma habilidade, similar ao de Linderman, o poder de cura. Com isso ela também anulou em seu filho a sina infantilóide imposta por papai Petrelli.

O episódio também buscou um encontro na vertente do paradoxo temporal. No caso, Claire encontrou consigo mesma quando era recém-nascida e recém adotada pelos Bennet. A situação funcionou, embora talvez tenha ficado levemente forçada por Noah aceitar a sugestão da ursinho Claire tão facilmente. Na verdade poderia até se ter tomado outra resolução, pois Hiro já havia resolvido o problema longe dali.

No tempo presente Daphne, Parkman e Ando tornam-se ativos no enredo principal, juntos eles procuram os últimos desenhos de Isaac Mendez. O bom é que eles usam seus poderes para conseguir os rascunhos, inclusive Ando deduz que ele pode vir até o poder de Hiro no futuro. Nada como heróis espertos. O único ponto fraco é que eles aparecem, os três, correndo com Daphne. Como? Ela segurou o magrelo Ando e o gorducho Parkman nos braços?

Tracy voltou a aparecer, mas ficando apenas nos conchavos políticos. Mohinder fez apenas o papel de médico-cientista-maluco. Já Nathan chegou a Pinehearts para assumir o controle da empresa. Estranho, embora coerente com que Tracy diz. O melhor foi descobrir que os primeiros a receber as habilidades são um grupo de cinqüenta fuzileiros, tido como pessoas idéias para o projeto. O primeiro a ser testado promete dar trabalho.

Unindo passado e presente, e apresentando a reviravolta da semana, temos Arthur. Ele roubou de Hiro o catalizador e desapareceu no ar. O detalhe é que o Arthur que fez isso provavelmente foi o do passado pois o do presente está agora morto pelas mãos de Sylar. Ou seja, ele ainda não deve ter saído de cena.

Sylar valorizou ainda mais o episódio. Sua vilania voltou por completo. Além de dar fim a Arthur, matou e tacou fogo em Elle (pena ela sair da série), e, mais significativo, ao sugar o poder de Sue Landers (que tem uma espécie de detetor de mentiras) daquela maneira meiga de sempre ele foi surpreendido por colegas de trabalho da vítima e deu cabo de três inocentes. A fome dele está se ampliando até para quem não tem poderes. A cena que se seguiu no elevador foi ótima.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Adam ArmusKay Foster

Direção: Jeannot Szwarc

Audiência:

Heroes – 3×11 – The Eclipse – Parte II

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 01.12.2008 na NBC

A segunda parte de The Eclipse segue no mesmo ritmo que a primeira: revelações e forçadas situações.

O suspense do alvo apontado para a cabeça de Gabriel é resolvido da pior maneira possível, que é a de não assumir o que foi proposto. O que se viu é que Noah atira muito tempo depois. E ponha tempo nisso, porque os pombinhos transaram ali no chão da casa. Será que o frio agente da Companhia deixou de cumprir sua irredutível vingança só para curtir o oba-oba pela lente da mira do rifle? Fala sério. E depois, quando o tiro surge vem precedido de um laser denunciador na testa do Sylar. Claro que a Elle salva seu namoradinho.

Como o franco atirador foi incompetente resta invadir o local chutando a porta como um Rambo. Elle sai ferida na fuga e deixa um longo rastro de gotas de sangue pelas ruas, até que o casal entra num supermercado para cuidar do ferimento. Lá acontece mais uma cena açucarada dele tentando proteger a amada, para então enfrentar sozinho o vilão da vez; um homem normal, muito mais poderoso que os ex-possuidores de habilidades. Ao final, Noah  mata Gabriel com um mísero estilete.

Enquanto isso, Claire vai parar num hospital e, antes de morrer em decorrência de um alto processo infeccioso, confessa para a mãe que é apenas uma adolescente estúpida. Finalmente. No lado das situações forçadas temos a polícia que surge para interrogar Sandra sobre a situação da filha e fica por isso mesmo, numa tensãozinha dramática.

Contexto dramático pífio também é o que acontece lá na selva haitiana com Nathan. Ele é algemado num galpão com duas irmãs, uma criança e outra mais velha, que é uma prostituta. Ele peita o vilão da semana, Samedi, que se intitula Barão, e quer abusar da “rest avec” antes de vendê-la. As duas estarem ali serve apenas para configurar uma ceninha de heroísmo. Disso, numa reviravolta, Nathan resolve apoiar as causas do papai Petrelli.

Enquanto Peter e Nathan ficam naquele de “eu de protejo” ou “confie em mim” pela enésima vez o haitiano enfrenta o irmão e o derrota quando o efeito do eclipse se encerra. Pelo menos houve uma cena mostrando a habilidade da indestrutibilidade de Sumedi.

Quem se deu mal com o fim do eclipse foi Mohinder que, estava prestes a reencontrar Maya e viu que sua pele asquerosa voltou, e, portanto, desiste de encontrá-la. O bom disso é que Maya fez apenas uma participação e não deve voltar para a série. Ufa.

Perda de tempo foi a linha de história de Parkman e Daphne. Num vai e vem nada interessante tudo se resolveu para eles e o pai dela quando os poderes retornaram.

E para coroar as forçadas de barra toda a seqüência na loja de quadrinhos foi de um total nonsense. Os vendedores ajudaram a ler os números antigos de 9th Wonder e davam dicas para os tapados protagonistas da série, vulgo heróis. Fica pelo menos a confirmação que a publicação da revista acabou, embora exista um caderno de rascunhos perdido por ai.

O que ficou ao final dessas duas partes é que muita coisa voltou ao que era antes. Sylar e Claire vivos. Hiro volta no tempo para um momento já conhecido e visto. Nathan mudando de lado mais uma vez. Sylar com dúvidas de quem são seus pais. E etc etc

Nota desse episódio: **

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Aron Eli Coleite & Joe Pokaski

Direção: Holly Dale

Audiência:

Heroes – 3×10 – The Eclipse – Parte I

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 24.11.2008 na NBC

Esse episódio apresentou uma coisa rara: quase todos os personagens estão em movimento e tentando cumprir um objetivo. Chega de ficar parado. Embora carregado de mais ação não se deixou de fora aqueles diálogos insossos de sempre.

Arthur Petrelli começa a desenhar muito com a habildiade roubada do africano. Nas imagens que faz fica claro que Claire é atingida e não se regenera. O motivo é um eclipse que ocorre e afeta todos os que tem habilidades.

O mais interessante do episódio foi ver justamente todos sem os seus respectivos poderes e algumas situações interessantes decorrente disso. Todos humanos outra vez.

Falando em habilidades Elle e Gabriel ainda estão na fase namoro/treinamento. Sylar parece que nunca precisou de muito treino para usar as habilidades adquiridas de terceiros. Irrelevante ou não eles partem numa missão de capturar Claire. Daí acontece o contexto incoerente do episódio. O casal entra numa loja de aluguel de carros e Elle delata a um funcionário que Gabriel é perigoso, aparentemente para deixá-lo com um jeitão de Sylar dos velhos tempos e não o pau mandado de agora. Contudo na cena após o ataque a Claire ela se lamenta de tê-lo transformado em um monstro no passado. Vai entender.

Claire começa (de novo) a sofrer a super proteção de Noah. Depois ele recua e tenta treiná-la na casa do criador de vórtex, o suicida Stephen Canfield. Deve ser aproveitamento de cenário, não havia motivos para ir até lá. Pior foi Gabriel dizer que compreendia o pensamento de Noah e sabia para onde ele iria para proteger a filha. Vai entender essa também.

Noutra seqüência mal arrumada Mohinder começa a se desesperar que está virando um escamoso nojento. De repente ele presta atenção na meleca que sai de suas mãos e tem uma idéia. Tempos depois vemos que ele se protegeu naqueles casulos que colocou suas vítimas. Ficou a impressão que ele se regenerou no casulo, mas ele e nós sabemos que foi fruto do eclipse e, portanto, aparentemente está curado. A questão é: então para que o suspense dele se proteger no casulo? Vai entender mais essa outra.

Como Mohinder é um azarado, quando pensa que pode rever Maya, até verifica sua localização no banco de dados, surge Arthur exigindo que ele reverta o efeito do eclipse solar.

Peter e Nathan vão atrás do haitiano e apenas brigam como irmãos chatos. Nathan acaba caindo em uma emboscada articulada por papai Petrelli e o irmão do haitiano, que tem a habilidade de ter a pele impenetrável. O efeito e o uso desse poder fica para outra ocasião.

Para Tracy parece sobrar as articulações políticas, longe dela ou algum roteirista lembrar que ela pode congelar o que quiser. Numa surpresinha descobrimos que ela apóia Arthur, mas trabalha a mando de Angela.

Matt continua só pensando em Daphne. E agora temos unidas as duas linhas de história idiotas dessa temporada. Hiro e Matt. Pelo menos foi boa a piada que Matt não conseguia consertar Hiro porque ele está pensando apenas em japonês.

Finalmente descobrimos o que havia no passado de Daphne e ela tinha medo que Arthur a mandasse de volta. Ela era paralítica das pernas. Irônico.

Num gancho para a seqüência Noah se prepara para alvejar Sylar. Claro, que alguém vai empurrar a arma no último instante ou então o eclipse irá desaparecer. Enfim, aguardemos a segunda parte.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Aron Eli Coleite & Joe Pokaski

Direção: Greg Beeman

Audiência:

Heroes – 309 – It’s Coming

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 17.11.2008 na NBC

Depois do melhor episódio, até agora, dessa temporada era provável que viesse um inferior. No entanto, e até escrito pelo próprio Tim kring, o que se viu é um episódio definitivo sobre o rumo do volume três.

Primeiro que a situação armada do final do episódio anterior, aquela em que Hiro estava a mercê de papai Petrelli, foi resolvida de uma forma bem plausível. No instante que iria roubar o poder o vilão foi atraído por uma visão do futuro. A imagem do eclipse, anteriormente pintada pelo africano.

Para compensar o acerto mais um erro. Hiro teve sua consciência convertida para um garoto de 10 anos. Está certo que o personagem já se comportava com essa mentalidade a vários episódios mas agora a coisa ficou decretada. Vamos dizer que foi uma piada do Kring. Só para não ficarmos chateados. Um aparte: como que a 9thWonder ainda publica histórias premonitórias mesmo com a morte de Isaac Mendez?

Gabriel, que um dia já foi Sylar, tem um encontro marcante com Elle. Incapaz de ser morto por ela acaba por descobrir que num momento de empatia e afeição é capaz de capturar uma fração da habilidade elétrica. Felizmente não foi uma absorção total ou a menina-choque não teria mais utilidade para a série.

Com Parkman e Daphne temos um outro momento de desenlace romântico. Após Matt entrar na mente de mamãe Petrelli e ser esfaqueado pela speeder o amor vence as barreiras do tempo espaço. Uau.

No quesito forçação de barra temos o encontro, lá na Primatech, de Matt e Daphne, mais Peter e Claire, como também de Nathan. Se combinassem não daria tão certo. O importante é que dali se configurou o lado do bem, sob o comando de Ângela Petrelli.

O lado do mal se agrupou na Pinehearts, com Gabriel e Elle, Tracy, mais Knox e Flint, liderados por Arthur Petrelli. Tracy participa mais como articuladora para manipular Nathan do que com sua habilidade congelante.

Para Mohinder sobrou praticar a eutanásia em sua cobaia e ter mais uma de suas deduções brilhantes tiradas do nada. Ele descobriu que foi durante um eclipse que as habilidades de muitos heróis e vilões se manifestaram.

Como apostei lá no primeiro episódio Claire é a catalisadora, da trama dessa temporada e do efeito de habilitar as pessoas com poderes.

Tal qual na primeira temporada chegamos ao ponto em que os heróis ficam sabendo que devem salvar Claire para salvar o mundo. Dali pra frente a série começou a se perder. E agora, como será?

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Tim Kring

Direção: Greg Yaitanes

Audiência:

Heroes – 308 – Villians

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 10.11.2008 na NBC

Heroes pode ser um programa atraente quando tenta. Esse episódio confirma a tradição de encontrar no passado ou no futuro bons momentos.

Ou melhor, no futuro não é mais bem assim como comprovou o episódio 304 (I Am Become Death) que foi fraco ao mostrar um futuro meio repetitivo de outras temporadas/volumes.

Parece que no passado os acertos são melhores porque o roteirista sabe para onde vai. Mesmo introduzindo novas conexões entre os personagens, a mistura é aceitável e não provoca uma discrepância enorme no status quo.

Por exemplo, é interessante saber que Meredith é a irmã mais velha de Flint e já foi uma agente da Companhia. Tais informações não ferem o que já sabemos e dá uma nova visão dos personagens. É um retcon competente.

Outra trama inesperada é Elle e Gabriel juntos no passado. Um ano atrás ela não era desmiola e impulsiva como nos foi apresentada quando entrou para a série. E podemos concluir que ela pirou porque tinha uma quedinha por Sylar e não conseguiu curá-lo, aliás, até o incentivou a se tornar um vilão de fato.

Esse episódio também nos deu um fecho da história dos Petrellis. Depois de um certo ponto até é meio previsível que seria Ângela a responsável pela morte de papai Petrelli mas não deixa de ser original o ataque ser feito com a presença do haitiano e ela agindo com o mais poderoso das habilidades femininas, a falsidade.

Sendo apenas um fio condutor da narrativa Hiro não atrapalhou. E o final, também surpresa promete muito.

Conta ponto na nota que nos livramos do africano e não tivemos a participação de Daphne e Matt. Ainda bem que não arranjaram uma ligação no passado para justificar aquele amor todo no futuro.

Embora de muita competência esse episódio só moveu a história para frente com a cena final, o resto não altera os destinos de ninguém.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Rob Fresco

Direção: Allan Arkush

Audiência:

Heroes – 307 – Eris Quod Sum

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 27.10.2008 na NBC

Esse episódio pode ser definido pela sensação que Tracy sentiu ao ser apresentada pelo clã Petrelli. Ela conheceu o irmão de Nathan, a filha dele, e o pai adotivo da garota. Teve o prazer de conhecer a ex de Nathan., como também ficou sabendo que o futuro sogrão está vivo e a futura sogrona está em coma por culpa do próprio marido. Que familinha, que seriezinha.

Para confirmar um clima de novela (das mais toscas) até Claire arranjou uma espécie de irmãzinha com a Elle, que retorna não conseguindo controlar sua habilidade. Ambas ficam amiguinhas e tomam o rumo da Pinehearts, confiantes num auxílio por parte da empresa.

Deve ser fácil adolescentes sem grana viajarem de avião para lá e pra cá nos EUA. Quem pagou a passagem dessas gurias? Mas o improvável aconteceu numa piadinha a bordo. Elle causa interferência na navegação da aeronave com seus pulsos elétricos. E o que acontece? O piloto alerta pelos auto-falantes que os passageiros desliguem seus aparelhos elétricos? Heroes é Heroes.

Enquanto isso o emaranhado novelesco se desenvolve com Peter sendo salvo por Sylar, que logo em seguida é convencido por papai Petrelli a se voltar contra a mamãe Petrelli. Sylar, digo, Gabriel muda de lado e ataca o irmão. Ou quase ataca, se dá a entender que ele salvou o irmão de uma morte certa e enganou o pai. Que bagunça.

Tem mais jogo de empurra. Daphne tenta mudar de lado num cara-a-cara com papai Petrelli e papai Parkman. Os roteiristas esqueceram que ela nunca se encontrou com os dois e sim com o Linderman, seu único contato na Pinehearts.

Agora tudo mudou. Papai Petrelli quer que Matt morra, fazendo com que papai Parkman fique contra; perdendo a vida numa questão de segundos. Ok, agora Daphne tem que matar seu futuro marido pra não morrer. Huum, então ela vai ao apartamento de Mohinder, encontra Matt, que engana o Knox, que é enganado por Matt, que é enganado por Daphne. Que bagunça de novo, mas o fã deve dizer: me engana que eu gosto.

Mohinder. Virou o panaca de sempre. Correu de ser congelado por Tracy e foi para a Pinehearts, onde agora fará experimentos afim de… para tudo, ele também já não fez isso para a Companhia na temporada anterior? Quanta imaginação. E mala-Maya foi embora.

Hiro? Comeu uma mistura com estrume de hiena feita pelo africano e ficou com os olhos branqueados. Precisa-se comentar algo sobre isso?

Nota desse episódio: *

Expectativa para o próximo: **


Roteiro: Jesse Alexander

Direção: Jeannot Szwarc

Audiência:

Heroes – 306 – Dying of The Light

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 20.10.2008 na NBC

E mais um vilão sai de cena. Adam Moore virou pó graças a papai Petrelli, que sugou o poder do milenar imortal. Sylar teve a quem puxar seu poder sanguessuga, hein? Não custa lembrar mais uma vez, só para espezinhar a série, que Adam foi recrutado do nada, porque ninguém preveria que ele seria libertado por Hiro a mando de Ângela Petrelli e estaria disponível. Para tudo!!! Adam estava na premonição de Ângela Petrelli. E agora?????

Enquanto isso o recrutamento prossegue. Ou melhor, não prossegue. Todos os que tentaram ser recrutados por Daphne nesse episódio acabaram ficando apenas com o cartão de visitas na mão. Santa propaganda, Batman. Usar os poderes da velocista para isso é hilário.

O inverossímil nisso tudo é mais uma maneira torta de se fazer as coisas. Porque papai Petrelli usa um competente manipulador de mentes para criar um Linderman imaginário que contrata uma jovem que não tem experiência nenhuma em persuadir alguém? Não era mais simples o papai Parkman convocar todos diretamente com seu poder de persuasão?

Do lado das bizarrices temos Matt retornando da África com uma tartaruga!?! Não merece nem comentário. E para o personagem sobrou a pior trama da temporada (volume) salvar Daphne e torná-la seu grande amor!?!? A personagem dela é tão teen que pensei que seria par romântico de Hiro. Fica óbvio que não sabem o que fazer com o personagem e muito menos com seu poder de ler pensamentos. É a sina de Heroes.

Falando em Hiro, nesse episódio foi explicado como Hiro “matou” Ando. Claro, pulando no tempo e salvando o amigo. O suspense da morte não teria como fugir disso, ou seja, não passava de um suspense vazio o gancho do epsiódio anterior. Já Hiro, na África, tentando pegar o africano precog, foi a parte engraçadinha da vez. A solução de como vencer um precog também foi sem sentido.

Pela terceira vez consecutiva Claire tem a melhor linha de história, de novo com o vilão (monstro) da semana. Dessa vez temos um certo Eric Doyle, que é capaz de manipular os movimentos das pessoas tal qual marionetes. A cena da roleta-russa eleva em muito a nota do episódio. Cenas assim, que colocam os Heróis em situações dramaticamente interessantes, deveriam ser regra.

Mohinder voltou a ser patético. Não que ele tenha feito uma estupidez. Acontece que de monstro ele não parece ter nada. A monstruosidade se constitui em usar meleca para prender pessoas na parede, se bem que ele mudou para o teto agora. Ele não matou nenhuma das vítimas e continua fazendo as pesquisas para reverter o efeito da sua vacina. Cadê a monstruosidade?

Uma curiosidade foi Tracy usando seu poder de congelamento, tanto para atacar mohinder como quebrar as presilhas que prendiam suas mãos. É raro na série os personagens usarem seus poderes em ações rápidas, de força inteligente e para uma virada de mesa. Para uma iniciante no mundo dos heróis ela se saiu brilhantemente, dando um drible em muito herói velhaco. Por exemplo, por que Nathan, logo ao acordar, não usou seu poder de vôo para escapar dali? Ou pelo menos ficar numa posição mais favorável dentro do laboratório.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo: **

Roteiro: Chuck Kim e Christopher Zatta

Direção: Daniel Attias

Audiência:

Heroes – 305 – Angels and Monsters

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 13.10.2008 na NBC

Começando pelo título, esse episódio definiu quem é quem. Uma nova Companhia foi apresentada, a Pinehearts. Pela logomarca da empresa (a famosa helix) parece trabalhar com genética, o que é muito oportuno para a situação dramática.

Um elemento que se confirma para a temporada inteira (ou o volume) é que algumas pessoas tiveram suas habilidades especiais sinteticamente produzidas. O suposto dedo de Deus se resume àquela velha sina da humanidade de tentar ser um deus e produzir suas próprias criações.

Capitaneados por papai Petrelli acontece um recrutamento de seres com vocação para ser mal, muito mal. Ironicamente, Sylar não está nessa listinha de boa gente. Com toda a certeza essa é melhor virada da série, embora muitas vezes soe forçada demais.

Tivemos, literalmente, mais um monstro da semana. Stephen Canfield, um criador de vórtex. No final, vinha a ser um anjinho querubim mal compreendido. Claire novamente ficou com a linha de história mais interessante do episódio, só que dessa vez foi muito mal lapidada a narrativa, tornado a maluquice de ser uma pseudo agente da Companhia numa atitude adolescente mimada. Seria bem melhor dar maturidade à personagem algum dia.

Outro monstro, e de fato monstro como num filme de terror, temos Mohinder. Depois de um vizinho agora resolve pegar um traficante para deixar grudado na parede com uma gosma nojenta. A pobre Maya descobre e também vira vítima do médico-monstro. De forma estúpida, como toda mocinha de herói, ele deixou de usar seu poder para se safar.

Um vilão presente mas nem tanto passa a ser Linderman, que na verdade é apenas uma ilusão de papai Parkman, a serviço de papai Petrelli. Epa, se o Linderman é falso Nathan não sobreviveu pelo poder de cura do outro? Explicarão isso ou esquecerão?

De resto o episódio teve um clima de enrolação. Hiro voltou a caçar a fórmula e se volutariou a ser do mal. Bizarra a cena.

Mas a maluquice maior é Adam Monroe ser desenterrado por Hiro a mando de Angela Petrelli e então o vilão já estar numa lista do papai Petrelli. As artimanhas toscas que a série inventa para juntar elementos são de doer.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: ***

Roteiro: Adam Armus e Kay Foster

Direção: Anthony Hemingway

Audiência:

Heroes – 304 – I Am Become Death

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Heroes

Exibido em 06.10.2008 na NBC

Na primeira temporada de Heroes os episódios que se passaram em épocas futuras ou passadas sempre eram interessantes por trazer desdobramento ou ligar alguns pontos soltos das tramas.

Talvez pela boa aceitação dessa abordagem inventaram de mandar o Hiro para o Japão Medieval. Como sabemos aquilo foi um desastre narrativo.

Nesse episódio que abusa da ida ao futuro o erro acontece de novo. A grande questão é porque Peter do futuro não fez uma aparição breve ao Peter do presente como fizera Hiro para si mesmo?

A trama é confusa e lenta demais. Gastasse um episódio com elementos de pura enrolação. Sylar responde como Gabriel, na mais pura bondade e até com um filho chamado Noah. Em outra família feliz temos Matt e Daphne com uma filha natural e juntos cuidando de Molly. Seria muito melhor deixar na imaginação o que ocorre de fato no futuro.

No tempo presente temos Tracy que procura por um doutor e descobre que foi vítima de manipulação do DNA quando era bebê. Não só ela como suas irmãs gêmeas Nikki e Barbara. Será que Barbara aparecerá logo ou ficará para a próxima temporada? Ao menos Tracy não precisará ser morta por falta do que fazer com ela. Seu poder é bom tanto para vilã como heroína.

Com Hiro e Ando houve de início várias cenas nada engraçadas, desde as de tentar fugir da cela como da eterna picuinha ente os dois, para só depois ter a conversa (que tem importância) com mamãe Petrelli. Dali ficamos sabendo que Hiro tem que desenterrar Adam de seu sepulcro. E tome outro vilão na ativa.

Mohinder também não avançou na história. Demorou-se no desdobramento óbvio e sobrou até para um vizinho. Maya virou uma cópia da namorada do Isaac Mendez, entra em cena para reclamar e sai logo em seguida, nem parece que ela possui algum poder.

O efeito borboleta que comentei no episódio passado aconteceu. Idéias erradas lá atrás resultaram em um episódio fraco aqui.

O episódio é apenas chato e será fácil esquecer ele em meio a outros.

Nota desse episódio: **

Expectativa para o próximo: ***

Roteiro: Aron Eli Coliete

Direção: Adam Kane

Audiência: