Posts com Tag ‘Anakin Skywalker’

Exibido em 27.02.2009 no Cartoon Network

Entramos na reta final da temporada com a primeira parte de uma trilogia bem agitada. Se os próximos episódios tiverem esse mesmo pique estará ótimo. A seguir ainda haverá um outro episódio, provavelmente solo ou que terá um belo gancho para se concluir no início da temporada seguinte.

Depois de uma semana de pausa da atração é bom retornar com um episódio de bastante ação e também recheado, muito bem recheado, de estratégia para com os combates travados. É uma aventura de guerra, bem conduzida. (mais…)

Exibido em 13.02.2009 no Cartoon Network

Num bom presente de Valentine’s Day para os fãs, esse episódio foi exibido logo em seguida do anterior, constituindo uma boa continuação da trama relacionada ao vírus Sombra Azul.

Isso nos faz lembrar que a série tem a capacidade de apresentar uma história para um show de uma hora com facilidade. Além do lado técnico evidente da LucasFilm Animation também há o costume de desenvolver arcos de histórias com dois ou três episódios. Só para lembrar, destes 21 episódios (incluindo os três do filme no cinema) apenas quatro foram episódios solos. (mais…)

Exibido em 13.02.2009 no Cartoon Network

Para início de conversa, se você espera pela continuação do episódio anterior, esqueça. Sem maiores explicações, tanto lá como aqui, The Hidden Enemy é de fato um material descartado daquele conjunto de episódios que formaram um longa-metragem e foi para o cinema, constituindo, pois, o prólogo do mesmo.

Agora que a raiva provocada pela pegadinha passou, vamos a esse episódio. A primeira coisa que chama a atenção é que ele retorna a um lugar bem conhecido, Naboo. Droids separatistas são encontrados no planeta e teme-se um novo ataque, como visto no Episode I. (mais…)

Exibido em 06.02.2009 no Cartoon Network

Após manter um alto nível de histórias nos recentes episódios a série apresenta uma grande queda. A trama aqui apresentada volta ao tema do traidor, sem apresentar algo novo e sem empolgar muito, o que seria uma boa compensação com as cenas de ação.

Relembrando, tivemos traidores tanto humano, embora no caso fosse um humano não-clone, quanto droids, estes em até maior número, porque é mais fácil corromper uma máquina que seres inteligentes. Ainda mais numa série que salpica toques moralistas em muitos momentos. (mais…)

Exibido em 30.01.2009 no Cartoon Network

Novamente a guerra em si é questionada. Dessa vez fazendo uso de uma outra guerra, ou melhor, uma guerra particular, longe das questões republicanas ou separatistas.

Quando se chega a tal ponto não é necessário se valer dos vilões costumeiros da série, caindo no maniqueísmo do bem e do mal. O mal se manifesta em ambos os lados conflitantes, vindo apenas da atitude de se estar praticando o bem maior, ou seja, a manutenção da paz. (mais…)

Exibido em 23.01.2009 no Cartoon Network

Esta direta continuação do episódio anterior traz um pouco mais da discussão sobre a guerra. Numa série que até então tratava o conflito simplesmente como o bem contra o mal alguns questionamentos que aparecem aqui a tornam muita mais madura do que poderíamos supor para um produto focado no público infanto-juvenil.

No remoto planeta Maridun os Jedis continuam isolados e não bem recebidos pelos Lurmens, ao menos pelo seu líder Tee Watt Kaa, que, convicto nas tradições de sua espécie, toda e qualquer atitude em prol da violência é um erro. (mais…)

Exibido em 16.01.2009 no Cartoon Network

A abertura desse episódio lembra de certo modo a do Episódio III. Uma situação de pesada batalha na atmosfera de um planeta. Visualmente é muito interessante, pois a ação ocorre acima das nuvens.

Sempre é bom descobrir que mesmo sendo uma animação semanal ainda é possível vermos sequências bem executadas, se não com a mesma qualidade dos longas mas com o mesmo cuidado nos enquadramentos, trilha sonora e ritmo da narrativa. (mais…)

Exibido em 09.01.2009 no Cartoon Network

Como era de se esperar Jar Jar Binks participa ativamente do episódio para fazer aquele tipo de graça própria (também conhecido como sem-muita-graça). Por sorte, Anakin e Obi-Wan também recebem destaque, ficando um conjunto de cenas equilibradas.

Contrariando o que esperávamos do episódio anterior eles acabaram dopados com as bebidas. O que deu a entender é que os piratas foram mais espertos do que eles e já previam que os copos com sonífero seriam trocados. Uma situação potencialmente perigosa? Não. (mais…)

Exibido em 02.01.2009 no Cartoon Network

Depois de uma pausa de três semanas esse novo episódio começa como se tivéssemos perdido algum no caminho. Anakin foi capturado pelo Conde Dooku. Assim relata a narração de abertura. E seu mestre, Ob-Wan, parte em resgate até uma fragata Separatista. Não é bem explicado, mas ele se aproxima da nave usando um traje espacial. Algo inédito.

Ok, mais um resgate. Isso é repetido. Se somarmos todos os que já aconteceram em meros onze episódios e mais três juntados para o episódio-piloto já poderíamos achar que essa premissa cansou. Ocorre que “resgate” é um elemento clássico da série, portanto, ainda haverá dezenas deles nos noventa e poucos restantes episódios. (mais…)

Exibido em 14.11.2008 no Cartoon Network

Essa conclusão de arco de história se mostrou muito superior a parte inicial. Num ritmo de ação pura o episódio foi empolgante. Star Wars sempre se sai bem nas seqüências de resgates.

A surpresa da vez foi descobrir que o atrapalhado R3-S9 na verdade é um X9 competente. Graças as tradicionais gracinhas em cima dos dróides em geral os erros propositais dessa unidade R3 passaram desapercebidas até o momento da revelação, tanto nesse quanto no episódio anterior. Se bem que o título do episódio é um belo spoiler.

Dessa vez nada de batalhas espaciais. É no interior de uma Esfera de Batalha Separatista, uma estação de escuta, que ocorrem as melhores cenas. No lado externo apenas uma boa cena quando eles pulam de uma nave (a Crepúsculo) para o teto da Esfera. É um pouco forçado Anakin e Ahsoka caírem de uma altura tão grande e ficarem ilesos, mas eles são jedis, ora. Os clones usam os retrofoguetes para não se esborracharem, tornando-se uma grata referência ao Boba Fett.

Ahsoka se encontra pela primeira vez com Grievous e se sai muito bem numa rápida cena de duelo com os sabres-de-luz. O melhor do encontro entre os dois fica para uma cena dentro de um depósito com armários vazados cheios de peças de dróides. No ambiente apertado a pequenina se livra do grandalhão vilão apenas passando por entre os vãos dos armários.

Claro que não falta um momento de cerco a Anakin e poucos (adivinha, três) clones onde sobram tiros para todos os lados e ninguém se machuca. E olha que são aqueles dróides mais parrudos, os B2 super droids, e alguns droíde/nave, que também possuem fogo pesado. É nessa hora que os explosivos são detonados e a Esfera perde a estabilidade de sua posição estacionária na estratosfera da lua em que se encontra.

Enquanto a esfera desaba temos o confronto entre R2-D2 e R3-S6. É interessante ver dois dróides de navegação brigando. Eles não foram projetados para isso e se viram como podem, com os ganchos e serras, expelindo óleo ou dando descargas elétricas, e no retcon-clássico retrofoguetes.

Ah, mais uma vez o General Grievous escapa antes da casa cair.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: Kevin Campbell e Henry Gilroy

Direção: Rob Coleman

Audiência:

Exibido em 07.11.2008 no Cartoon Network

Esse é a primeira parte de um arco de dois episódios. E bem que poderia ser o último porque também é o mais fraco episódio e trama apresentada até agora.

Claro, não dá para esquecer que proteger R2-D2 e seu conteúdo de informações era o mote da primeira metade do episódio IV, já que nele havia a planta da primeira Estrela da Morte.

O problema do episódio é que ele é insosso e não rende. Existem nele boas cenas de batalha espacial mas elas soam forçadas, principalmente a primeira nos anéis planetários de Bothawui. O General Grievous com sua frota no meio dos asteróides não convence como estratégia vencedora. Não há motivos para não ser detectado antes de entrar no campo de asteróides e poder chegar na surdina, sendo que a distância entre eles era visual, ele não veio do hiper-espaço e entrou em seguida.

O fato de Anakin ter sacado antecipadamente que ele poderia fazer tal estupidez e já estar com tropas colocadas em alguns asteróides torna o jogo narrativo mais difícil de acreditar. Nem com o mais alto sono premonitório de um Jedi ele conseguiria prever isso.

Na outra batalha, que Anakin está sozinho a bordo de seu caça e enfrenta as naves Separatistas, mostrasse mais uma vez o grau de exagero desse episódio. Alguns míseros disparos dos canhões já seriam suficiente para pulverizar a navezinha, no entanto, ela não é atingida mesmo com o atrapalhado R3-S6 complicando a situação.

A bordo da nave de Gha Nachkt o embate com o os droids assassinos (modelo IG-88) foi assustadoramente sem graça. De visual raquítico e empunhando uma simples arma como podem assassinar uma jedi ou uma padawan? No universo expandido eles devem ser temidos mas aqui ficaram devendo emoção.

Para piorar tudo a trilha sonora original nos brindou, em vários momentos, com um pancadão de pista de dança em vez das tradicionais e competentes músicas orquestradas da cine-série. Coisa mais estranha é impossível.

Quem sabe tudo melhorará na conclusão do arco. Que a Força esteja com vocês.

Nota desse episódio: **

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: George Krstic

Direção: Rob Coleman

Audiência:

Exibido em 17.10.2008 no Cartoon Network

Essa última parte desse arco em três partes também começa do ponto onde parou no anterior. Essa continuidade é geralmente bem atraente porque não se provoca algum salto no tempo afim de colocar a história numa trama diferente e ser obrigado a uma nova contextualização.

Ocorre que justo agora seria interessante ter dado alguma passagem de tempo crível, pois o mote desse episódio, a aparição repentina da Senadora Amidala, soa mais do que forçado. Nos dois episódios anteriores a vitória da nave Malevolence era certa e o conde Dooku nunca teria um plano B.

Ok, é um programa de apenas vinte e poucos minutos e não dá tempo de desenvolver tudo de maneira mais plausível mas bem que se poderia tentar. Em todo caso, esse plano B do vilão ficou em contraste com a clássica piada da saga Star Wars em se ter um plano A ou um plano B quando se vai salvar a mocinha. Lembram? Han Solo e a princesa Leia começaram a se enamorar dessa maneira.

Tirando a forçada da situação, a idéia de uma refém “convidada” é muito boa e coloca a conclusão desse arco de história num bom nível.

Um destaque nesse episódio é a volta das gags entre R2-D2 e C-3PO , em vários momentos, sem deixar de lado as piadinhas rápidas com os droids separatistas.

No geral, esse episódio é o que mais se assemelha com os longas-metragens. Star Wars sempre teve essas seqüências de resgate como as mais eletrizantes e que sempre envolvem o expectador.

Mestre Plo acabou ficando como enfeite das duas partes finais apesar de ter tido na parte inicial uma grande participação. Já o General Grievous teve uma linha mais consistente nos três episódios e encerrou sua estréia com uma bela “desligada na cara” de Dooku. Ah, e que fique registrado, ele teve, com Obi-Wan, o primeiro embate direto com um Jedi e usando apenas dois sabres.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Tim Burns

Direção: Brian Kalin O’Connell e Dave Filoni

Audiência:

Exibido em 13.10.2008 no Cartoon Network

Numa continuação direta do episódio anterior temos aqui um episódio recheado de elementos clássicos da saga Star Wars.

Primeiro que temos as batalhas espaciais de caça contra caça e caça contra nave. De um lado aquela confusão de tiros lasers para todos os lados e do outro os vôos rasantes sobre as grandes estruturas e tentando escapar dos disparos dos pesados canhões.

Em segundo temos a volta dos grandes seres. A seqüência com as arraias gigantes de Nebray na nebulosa é empolgante.

E por último temos o plano final que remete a falta de um “fim tradicional” do Episódio V. Neste longa George Lucas estabeleceu um modelo no qual todo filme que é a segunda parte de uma trilogia não deve ter uma conclusão tradicional, deixando o encerramento em aberto.

Dito isto fica claro pensar que Shadow of Malevolence é uma segunda parte de um arco de história iniciado em Rising Malevolence. Aliás, quem se der ao trabalho de pesquisar pelo título do episódio seguinte tem a confirmação plena.

Falando em Malevolence ficamos sabendo somente agora que Malevolência é o nome da nave sob o comando do General Grievous, vilão este que estreou muito bem nessa nova série só fazendo cara de mal e com a voz rouca e os punhos cerrados. Fica a expectativa em descobrirmos quem será o primeiro a encará-lo com um (vários) sabre(s) na mão(s).

E já que falamos de elementos clássicos essa é a primeira vez que um sabre não é exibido em nenhuma cena.

Sobre a história em si é apenas um fiapo. Na narração inicial já ficamos sabendo que Anakin planeja um ataque a Malevolence para tentar por um final antecipado a Guerra com a queda de Grievous. De se destacar é a idéia de usar uma estação médica em perigo iminente.

Mestre Plo participa da trama meio como um enfeite, mas acredito que ele terá uma participação mais efetiva na conclusão desse arco e por isso mantiveram a presença agora.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Steven Melching

Direção: Brian Kalin O’Connell

Audiência:

Exibido em 10.10.2008 no Cartoon Network

Para compensar que a estréia da série de deu com um episódio solo de Yoda a Cartoon Network programou a exibição seguida de um outro em que a turma toda aparece. Aliás, a ordem dos episódios vem de fábrica (Lucas Animation) assim mesmo.

Rising Malevolence também é um episódio atípico se comparado aos três primeiros que foram ao cinema como um único episódio-piloto. O clima aqui é de pura tensão e suspense. A situação limite em que se encontra o mestre Plo Koon e mais três clones dentro de um casulo de fuga é muito interessante.

São raras nesse episódio as tradicionais cenas padrões de Star Wars, como batalhas espaciais e coreografias com sabres de luz. Essa novidade é aprazível numa série que sabemos de antemão que será longa e tenderá abusar das fórmulas a todo custo.

O mote da história é uma arma misteriosa que já destruiu inúmeras frotas e que gera uma maior apreensão pelos ataques não deixarem nenhuma testemunha. Sem muita enrolação o mestre Ploo perde as naves em seu comando e fica a deriva no espaço.

A tal arma misteriosa é um tipo de protótipo daquela usada na Estrela da Morte do Episódio IV e VI, ou ao menos a referência é provocativa nesse sentido. Trata-se de uma arma de raios íons que neutraliza todos os sistemas das naves. Sem sistemas de defesas, ataques ou comunicações a derrota é certa. A escapatória das tripulações das naves é pular nos botes salva-vidas.

Uma boa sacada do roteiro é como os náufragos espaciais são abatidos. Ao invés dos droids caçadores se aproximarem e abrirem fogo eles calmamente desparafusam o “para-brisa” dos casulos, fazendo com que os tripulantes sejam ejetados para o vácuo frio e mortal.

Graças a um vínculo afetivo entre Ahsoka e Mestre Plo, Anakin consegue resgatar os únicos sobreviventes e então quebrar o ciclo de ataques vitoriosos dos separatistas. A importância dessa nova arma com certeza renderá boas histórias no futuro.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: Steven Melching

Direção: Dave Filoni

Audiência:

Exibido em 15.08.2008 nos cinemas

Na segunda trilogia de Star Wars (que na verdade é a primeira, cronologicamente falando) George Lucas optou por pular o desenrolar das Guerras Clônicas. Agora, sob o formato de animação 3D, esse trecho da saga será contado, em exatos cem episódios, já previamente vendidos ao Cartoon Network.

Negócios à parte, Lucas gostou tanto do novo rebento que decidiu lançar os três primeiros episódios nos cinemas. Talvez por isso (e também por causa disso) o resultado não é tão brilhante como longa-metragem. A animação, muito bem cuidada, segue todo o ritmo visual dos longas anteriores e nos transporta a esse mundo imaginário com facilidade. No lado da história a coisa fica um pouco descompassada.

Como Lucas afirmara anteriormente vários episódios da série serão focados em algum personagem específico ou um grupo deles, não tendo portanto a necessidade de Anakin estar sempre presente e protagonizando a atração. Modelo semelhante ocorreu com a série de Genndy Tartakovsky, que também retratou essa mesma guerra clônica.

No primeiro episódio, antes da ação rapidamente ir para uma típica batalha, uma questão política se faz presente. O filho de Jabba foi seqüestrado por piratas rivais e o chanceler Palpatine orienta os Jedis que eles devem ajudar o Hutt. Enquanto isso, Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi estão quase dominando o planeta Kristophsis quando são surpreendidos por um contra-ataque. Em meio a dificuldades de comunicação aqui, falta de reforços acolá surge uma pequena nave trazendo um novo padawan… para Skywalker. Sim, Anakin ainda não é um Mestre Jedi mas já possui uma aprendiz. Uma pequena mudança nas regras para incluir na série a rebeldia típica de um adolescente.

Insolente como ela só, Ashoka Tano, praticamente manda em seu mestre. E logo estão em pleno campo de batalha burlando um escudo defletor escondidos agachados debaixo de uma caixa metálica. Coisa mais infantil num programa infantil acho que não ocorrerá durante a série. Espero.

O pior é que o truque funciona, droids e tanques passam rente a caixa sem perceber os audaciosos Jedis. Concomitante a essa missão Obi-Wan se rende ao inimigo para ganhar tempo, usando o mais alto ardil possível: uma conversa fiada enquanto bebem um líquido qualquer.

Por esses detalhes da história até parece que a série terá um tom para crianças o tempo todo, não agradando os já velhacos fãs da série. Acontece que a ação em si cumpre seu papel e, junto com a competente encenação, esse episódio chega a funcionar.

O trio de vilões aparecem numa mesma cena já garantindo também ao expectador o quanto eles se farão presentes. Lorde Sidiuos, Conde Dooku e Asajj Ventress. Belo trio. O General Grievous não chega a aparecer mas é citado em outro momento.

Só por essa primeira parte do longa a nota seria **

Na segunda parte temos a continuidade do foco político exposto lá no começo: é preciso auxiliar no resgate do herdeiro de Jabba a fim de conseguir a permissão para que a República possa usar suas rotas espaciais.

Claro que quem está por trás do seqüestro é Palpatine. Seus métodos de fragilizar aos poucos os Jedis é a melhor coisa que surgiu na segunda trilogia criada por Lucas. No caso da série exibida na Cartoon a politicagem provavelmente não será explorada diretamente com as longas cenas de blá-blá-blá e servirá apenas para gerar mais situações bélicas. Aqui, por exemplo, Dooku toma a dianteira nas negociações mas não solta muito o verbo.

O resgate no sistema Teth torna-se uma grande seqüência, de ação ininterrupta, nesse inesperado longa. Pra falar a verdade, dos três episódios agrupados, esse é o que mais foi alongado para o filme. Este segundo episódio beira o dobro de tempo de um episódio normal. Por causa disso a ação se desenvolve num ritmo ideal e variado mesmo mantendo quase um único cenário, o monastério.

Com tanta ação pela frente não há muita história para contar. No máximo um pouco do desenvolvimento da relação entre Ahsoka e Anakin e o desejo de Ventress ter um embate definitivo com Skywalker. Por causa até do jogo da política Ventress não tem a change que precisa e acaba por lutar contra Obi-Wan, numa ótima cena de sabres-de-luz.

Os toques infantis desse episódio ficam por conta dos droids com as piadinhas de sempre (embora às vezes sejam muito engraçadas) e a graça feita em torno do filho de Jabba, que na verdade é um bebê. Star Wars nunca perde a sina de se tornar “fofinho” no meio de grandes batalhas, no intuito de amenizar a violência e agradar a audiência mais jovem.

Só por essa segunda parte do longa a nota seria ****

Na terceira e última parte Anakin e Ahsoka se dirigem a Tatooine para devolver o pequeno Hutt ao pai. Já em órbita são atacados (só pra dar uma açãozinha no começo e agitar com alguns diálogos de picuinhas entre mestre e aprendiz) e são forçados a pousar no meio do deserto e fazer o restante do caminho a pé.

Enquanto isso, a Senadora Amidala decide resolver a questão sobre o verdadeiro autor do seqüestro procurando Zero Hutt, o tio de Jabba. Numa novidade da trama ela descobre que o Zero tem culpa no desaparecimento do sobrinho-neto, mas cai prisioneira.

No campo da ação temos um pequeno confronto entre Dooku e Anakin em plena noite no deserto, acompanhados das conhecidas três luas resplandecentes do planeta. Por sua vez, Ashoka corre por fora, bem longe dali, também numa boa briga contra três guarda-costas droids de Dooku, os MagnaDroids.

Depois que C-3PO socorre Amídala é ela que toma às vezes de cavalaria, recurso muito comum na saga, e livra Anakin e Ahsoka de serem mortos por Jabba, mesmo deixando o pequeno Hutt são e salvo nos ainda menores braços do pai. Como ele segura o filho é um mistério intergalático….

As pontas das histórias desse arco enfim se fecham, trazendo Padmé a cena (e a série) e apresentando o tio de Hutt, que pode até voltar no futuro (se não for defenestrado pelo sobrinho). Embora essas presenças de última hora caiam no roteiro como salva-pátria deram mais cargas narrativa ao texto, diversificando-o um pouco.

Só por essa terceira parte do longa a nota seria ***

Voltando ao que foi dito no começo da crítica os três episódios são isolados e não formam uma unidade verdadeira, exceto pelo fio condutor que é o seqüestro do filho do Jabba, que não deixa de ser um arco de história definido e que deverá ser usado como modelo durante todos os cem episódios. Se alguém assistir a esse longa sem nunca ter tido contato com a mitologia e os personagens da saga se perguntará onde está a história nisso tudo. Aos fãs o longa vale muito mais por causa da afinidade.

Vendo como um longa eu fico com a média das notas. Pela série em si, ela não inova em nada, mesmo porque já sabemos como termina, mas com certeza a audiência será fiel até o centésimo episódio.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: Henry Gilroy,  Steven Melching e Scott Murphy

Direção: Dave Filoni

Audiência: