Posts com Tag ‘Conde Dooku’

Exibido em 23.01.2009 no Cartoon Network

Esta direta continuação do episódio anterior traz um pouco mais da discussão sobre a guerra. Numa série que até então tratava o conflito simplesmente como o bem contra o mal alguns questionamentos que aparecem aqui a tornam muita mais madura do que poderíamos supor para um produto focado no público infanto-juvenil.

No remoto planeta Maridun os Jedis continuam isolados e não bem recebidos pelos Lurmens, ao menos pelo seu líder Tee Watt Kaa, que, convicto nas tradições de sua espécie, toda e qualquer atitude em prol da violência é um erro. (mais…)

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Exibido em 09.01.2009 no Cartoon Network

Como era de se esperar Jar Jar Binks participa ativamente do episódio para fazer aquele tipo de graça própria (também conhecido como sem-muita-graça). Por sorte, Anakin e Obi-Wan também recebem destaque, ficando um conjunto de cenas equilibradas.

Contrariando o que esperávamos do episódio anterior eles acabaram dopados com as bebidas. O que deu a entender é que os piratas foram mais espertos do que eles e já previam que os copos com sonífero seriam trocados. Uma situação potencialmente perigosa? Não. (mais…)

Exibido em 02.01.2009 no Cartoon Network

Depois de uma pausa de três semanas esse novo episódio começa como se tivéssemos perdido algum no caminho. Anakin foi capturado pelo Conde Dooku. Assim relata a narração de abertura. E seu mestre, Ob-Wan, parte em resgate até uma fragata Separatista. Não é bem explicado, mas ele se aproxima da nave usando um traje espacial. Algo inédito.

Ok, mais um resgate. Isso é repetido. Se somarmos todos os que já aconteceram em meros onze episódios e mais três juntados para o episódio-piloto já poderíamos achar que essa premissa cansou. Ocorre que “resgate” é um elemento clássico da série, portanto, ainda haverá dezenas deles nos noventa e poucos restantes episódios. (mais…)

Exibido em 12.12.2008 no Cartoon Network

O arco de histórias em torno de Gute Gunray acaba quase sem sua presença, servindo apenas de isca, numa trama elaborada por Conde Dooku. Acontece que o grande vilão, assim como no episódio passado, está pondo seus comandados a duras provas de êxito.

O testado dessa vez é o General Grievous, esse sim o dono do episódio. Grievous também falhou em missões anteriores e já está mais do que hora de mostrar o que sabe fazer (e mais gosta de se ocupar), que é eliminar Jedis pelos cantos do universo.

Mestre Kit Fisto chega ao sistema Vassek no rastro de Grievous, assim como seu antigo padawan, Nahdar Vebb, agora um cavaleiro Jedi. O encontro dos dois é o outro mote do episódio. Depois de tempos sem se encontrarem o novo Jedi parece não ter aprendido todas as lições de seu antigo mestre, sendo muito afoito nas atitudes e com o mau hábito de usar a força a todo instante.

Dentro do covil de Grievous descobrimos um pouco de seu passado. Ele era um guerreiro imbatível e venerado que decidiu receber cada vez mais implantes droids para se tornar mais poderoso. Assim como os implantes o fazem se sentir invencível o é também para Nahdar com o uso da força. Na luta entre os dois sai vitorioso o guerreiro que, no meio de um embate de sabres-de-luz, faz uso de uma trivial arma para vencer. Uma ironia do roteiro desse episódio, porque é justamente assim o seu fim lá na seqüência cronológica da série nos cinemas com o Episódio III.

Nessas referências aos episódios dos cinemas essa série animada às vezes se mostra menos original, mas é sempre aprazível encontrá-las no meio de alguma cena. Uma novidade é o médico droid. A personalidade dele é desenvolvida em várias cenas Insolente, não tem receio de dizer ao seu mestre que acabou ficando avariado por não lutar com competência. Noutro momento é interessante ele se deliciar com os confrontos enquanto os assiste por um monitor.

O episódio oferece uma boa locação com o covil, seus vários corredores e portas de contenção dão um ar de video game. Inclusive com elementos de puzzle como na senha para abrir a porta da sala central e num “chefe de fase” com o monstrinho Gore, que parecia um bicho de muita estimação de Grievous.

No geral, o único defeito é que não há empatia com Nahdar e se perde o choque de sua morte, esvaziando a trama proposta. Duas coisas para se anotar nas estatísticas: a primeira vez que o General Grievous não sai fugindo. Ele se sai vitorioso e ganha pontos com conde Dooku. A segunda que temos o primeiro confronto com ele usando quatro sabres.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro:

Direção: Atsushi Takeuchi

Audiência:

Exibido em 17.10.2008 no Cartoon Network

Essa última parte desse arco em três partes também começa do ponto onde parou no anterior. Essa continuidade é geralmente bem atraente porque não se provoca algum salto no tempo afim de colocar a história numa trama diferente e ser obrigado a uma nova contextualização.

Ocorre que justo agora seria interessante ter dado alguma passagem de tempo crível, pois o mote desse episódio, a aparição repentina da Senadora Amidala, soa mais do que forçado. Nos dois episódios anteriores a vitória da nave Malevolence era certa e o conde Dooku nunca teria um plano B.

Ok, é um programa de apenas vinte e poucos minutos e não dá tempo de desenvolver tudo de maneira mais plausível mas bem que se poderia tentar. Em todo caso, esse plano B do vilão ficou em contraste com a clássica piada da saga Star Wars em se ter um plano A ou um plano B quando se vai salvar a mocinha. Lembram? Han Solo e a princesa Leia começaram a se enamorar dessa maneira.

Tirando a forçada da situação, a idéia de uma refém “convidada” é muito boa e coloca a conclusão desse arco de história num bom nível.

Um destaque nesse episódio é a volta das gags entre R2-D2 e C-3PO , em vários momentos, sem deixar de lado as piadinhas rápidas com os droids separatistas.

No geral, esse episódio é o que mais se assemelha com os longas-metragens. Star Wars sempre teve essas seqüências de resgate como as mais eletrizantes e que sempre envolvem o expectador.

Mestre Plo acabou ficando como enfeite das duas partes finais apesar de ter tido na parte inicial uma grande participação. Já o General Grievous teve uma linha mais consistente nos três episódios e encerrou sua estréia com uma bela “desligada na cara” de Dooku. Ah, e que fique registrado, ele teve, com Obi-Wan, o primeiro embate direto com um Jedi e usando apenas dois sabres.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Tim Burns

Direção: Brian Kalin O’Connell e Dave Filoni

Audiência:

Exibido em 15.08.2008 nos cinemas

Na segunda trilogia de Star Wars (que na verdade é a primeira, cronologicamente falando) George Lucas optou por pular o desenrolar das Guerras Clônicas. Agora, sob o formato de animação 3D, esse trecho da saga será contado, em exatos cem episódios, já previamente vendidos ao Cartoon Network.

Negócios à parte, Lucas gostou tanto do novo rebento que decidiu lançar os três primeiros episódios nos cinemas. Talvez por isso (e também por causa disso) o resultado não é tão brilhante como longa-metragem. A animação, muito bem cuidada, segue todo o ritmo visual dos longas anteriores e nos transporta a esse mundo imaginário com facilidade. No lado da história a coisa fica um pouco descompassada.

Como Lucas afirmara anteriormente vários episódios da série serão focados em algum personagem específico ou um grupo deles, não tendo portanto a necessidade de Anakin estar sempre presente e protagonizando a atração. Modelo semelhante ocorreu com a série de Genndy Tartakovsky, que também retratou essa mesma guerra clônica.

No primeiro episódio, antes da ação rapidamente ir para uma típica batalha, uma questão política se faz presente. O filho de Jabba foi seqüestrado por piratas rivais e o chanceler Palpatine orienta os Jedis que eles devem ajudar o Hutt. Enquanto isso, Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi estão quase dominando o planeta Kristophsis quando são surpreendidos por um contra-ataque. Em meio a dificuldades de comunicação aqui, falta de reforços acolá surge uma pequena nave trazendo um novo padawan… para Skywalker. Sim, Anakin ainda não é um Mestre Jedi mas já possui uma aprendiz. Uma pequena mudança nas regras para incluir na série a rebeldia típica de um adolescente.

Insolente como ela só, Ashoka Tano, praticamente manda em seu mestre. E logo estão em pleno campo de batalha burlando um escudo defletor escondidos agachados debaixo de uma caixa metálica. Coisa mais infantil num programa infantil acho que não ocorrerá durante a série. Espero.

O pior é que o truque funciona, droids e tanques passam rente a caixa sem perceber os audaciosos Jedis. Concomitante a essa missão Obi-Wan se rende ao inimigo para ganhar tempo, usando o mais alto ardil possível: uma conversa fiada enquanto bebem um líquido qualquer.

Por esses detalhes da história até parece que a série terá um tom para crianças o tempo todo, não agradando os já velhacos fãs da série. Acontece que a ação em si cumpre seu papel e, junto com a competente encenação, esse episódio chega a funcionar.

O trio de vilões aparecem numa mesma cena já garantindo também ao expectador o quanto eles se farão presentes. Lorde Sidiuos, Conde Dooku e Asajj Ventress. Belo trio. O General Grievous não chega a aparecer mas é citado em outro momento.

Só por essa primeira parte do longa a nota seria **

Na segunda parte temos a continuidade do foco político exposto lá no começo: é preciso auxiliar no resgate do herdeiro de Jabba a fim de conseguir a permissão para que a República possa usar suas rotas espaciais.

Claro que quem está por trás do seqüestro é Palpatine. Seus métodos de fragilizar aos poucos os Jedis é a melhor coisa que surgiu na segunda trilogia criada por Lucas. No caso da série exibida na Cartoon a politicagem provavelmente não será explorada diretamente com as longas cenas de blá-blá-blá e servirá apenas para gerar mais situações bélicas. Aqui, por exemplo, Dooku toma a dianteira nas negociações mas não solta muito o verbo.

O resgate no sistema Teth torna-se uma grande seqüência, de ação ininterrupta, nesse inesperado longa. Pra falar a verdade, dos três episódios agrupados, esse é o que mais foi alongado para o filme. Este segundo episódio beira o dobro de tempo de um episódio normal. Por causa disso a ação se desenvolve num ritmo ideal e variado mesmo mantendo quase um único cenário, o monastério.

Com tanta ação pela frente não há muita história para contar. No máximo um pouco do desenvolvimento da relação entre Ahsoka e Anakin e o desejo de Ventress ter um embate definitivo com Skywalker. Por causa até do jogo da política Ventress não tem a change que precisa e acaba por lutar contra Obi-Wan, numa ótima cena de sabres-de-luz.

Os toques infantis desse episódio ficam por conta dos droids com as piadinhas de sempre (embora às vezes sejam muito engraçadas) e a graça feita em torno do filho de Jabba, que na verdade é um bebê. Star Wars nunca perde a sina de se tornar “fofinho” no meio de grandes batalhas, no intuito de amenizar a violência e agradar a audiência mais jovem.

Só por essa segunda parte do longa a nota seria ****

Na terceira e última parte Anakin e Ahsoka se dirigem a Tatooine para devolver o pequeno Hutt ao pai. Já em órbita são atacados (só pra dar uma açãozinha no começo e agitar com alguns diálogos de picuinhas entre mestre e aprendiz) e são forçados a pousar no meio do deserto e fazer o restante do caminho a pé.

Enquanto isso, a Senadora Amidala decide resolver a questão sobre o verdadeiro autor do seqüestro procurando Zero Hutt, o tio de Jabba. Numa novidade da trama ela descobre que o Zero tem culpa no desaparecimento do sobrinho-neto, mas cai prisioneira.

No campo da ação temos um pequeno confronto entre Dooku e Anakin em plena noite no deserto, acompanhados das conhecidas três luas resplandecentes do planeta. Por sua vez, Ashoka corre por fora, bem longe dali, também numa boa briga contra três guarda-costas droids de Dooku, os MagnaDroids.

Depois que C-3PO socorre Amídala é ela que toma às vezes de cavalaria, recurso muito comum na saga, e livra Anakin e Ahsoka de serem mortos por Jabba, mesmo deixando o pequeno Hutt são e salvo nos ainda menores braços do pai. Como ele segura o filho é um mistério intergalático….

As pontas das histórias desse arco enfim se fecham, trazendo Padmé a cena (e a série) e apresentando o tio de Hutt, que pode até voltar no futuro (se não for defenestrado pelo sobrinho). Embora essas presenças de última hora caiam no roteiro como salva-pátria deram mais cargas narrativa ao texto, diversificando-o um pouco.

Só por essa terceira parte do longa a nota seria ***

Voltando ao que foi dito no começo da crítica os três episódios são isolados e não formam uma unidade verdadeira, exceto pelo fio condutor que é o seqüestro do filho do Jabba, que não deixa de ser um arco de história definido e que deverá ser usado como modelo durante todos os cem episódios. Se alguém assistir a esse longa sem nunca ter tido contato com a mitologia e os personagens da saga se perguntará onde está a história nisso tudo. Aos fãs o longa vale muito mais por causa da afinidade.

Vendo como um longa eu fico com a média das notas. Pela série em si, ela não inova em nada, mesmo porque já sabemos como termina, mas com certeza a audiência será fiel até o centésimo episódio.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: Henry Gilroy,  Steven Melching e Scott Murphy

Direção: Dave Filoni

Audiência: