Posts com Tag ‘General Grievous’

Exibido em 12.12.2008 no Cartoon Network

O arco de histórias em torno de Gute Gunray acaba quase sem sua presença, servindo apenas de isca, numa trama elaborada por Conde Dooku. Acontece que o grande vilão, assim como no episódio passado, está pondo seus comandados a duras provas de êxito.

O testado dessa vez é o General Grievous, esse sim o dono do episódio. Grievous também falhou em missões anteriores e já está mais do que hora de mostrar o que sabe fazer (e mais gosta de se ocupar), que é eliminar Jedis pelos cantos do universo.

Mestre Kit Fisto chega ao sistema Vassek no rastro de Grievous, assim como seu antigo padawan, Nahdar Vebb, agora um cavaleiro Jedi. O encontro dos dois é o outro mote do episódio. Depois de tempos sem se encontrarem o novo Jedi parece não ter aprendido todas as lições de seu antigo mestre, sendo muito afoito nas atitudes e com o mau hábito de usar a força a todo instante.

Dentro do covil de Grievous descobrimos um pouco de seu passado. Ele era um guerreiro imbatível e venerado que decidiu receber cada vez mais implantes droids para se tornar mais poderoso. Assim como os implantes o fazem se sentir invencível o é também para Nahdar com o uso da força. Na luta entre os dois sai vitorioso o guerreiro que, no meio de um embate de sabres-de-luz, faz uso de uma trivial arma para vencer. Uma ironia do roteiro desse episódio, porque é justamente assim o seu fim lá na seqüência cronológica da série nos cinemas com o Episódio III.

Nessas referências aos episódios dos cinemas essa série animada às vezes se mostra menos original, mas é sempre aprazível encontrá-las no meio de alguma cena. Uma novidade é o médico droid. A personalidade dele é desenvolvida em várias cenas Insolente, não tem receio de dizer ao seu mestre que acabou ficando avariado por não lutar com competência. Noutro momento é interessante ele se deliciar com os confrontos enquanto os assiste por um monitor.

O episódio oferece uma boa locação com o covil, seus vários corredores e portas de contenção dão um ar de video game. Inclusive com elementos de puzzle como na senha para abrir a porta da sala central e num “chefe de fase” com o monstrinho Gore, que parecia um bicho de muita estimação de Grievous.

No geral, o único defeito é que não há empatia com Nahdar e se perde o choque de sua morte, esvaziando a trama proposta. Duas coisas para se anotar nas estatísticas: a primeira vez que o General Grievous não sai fugindo. Ele se sai vitorioso e ganha pontos com conde Dooku. A segunda que temos o primeiro confronto com ele usando quatro sabres.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro:

Direção: Atsushi Takeuchi

Audiência:

Exibido em 14.11.2008 no Cartoon Network

Essa conclusão de arco de história se mostrou muito superior a parte inicial. Num ritmo de ação pura o episódio foi empolgante. Star Wars sempre se sai bem nas seqüências de resgates.

A surpresa da vez foi descobrir que o atrapalhado R3-S9 na verdade é um X9 competente. Graças as tradicionais gracinhas em cima dos dróides em geral os erros propositais dessa unidade R3 passaram desapercebidas até o momento da revelação, tanto nesse quanto no episódio anterior. Se bem que o título do episódio é um belo spoiler.

Dessa vez nada de batalhas espaciais. É no interior de uma Esfera de Batalha Separatista, uma estação de escuta, que ocorrem as melhores cenas. No lado externo apenas uma boa cena quando eles pulam de uma nave (a Crepúsculo) para o teto da Esfera. É um pouco forçado Anakin e Ahsoka caírem de uma altura tão grande e ficarem ilesos, mas eles são jedis, ora. Os clones usam os retrofoguetes para não se esborracharem, tornando-se uma grata referência ao Boba Fett.

Ahsoka se encontra pela primeira vez com Grievous e se sai muito bem numa rápida cena de duelo com os sabres-de-luz. O melhor do encontro entre os dois fica para uma cena dentro de um depósito com armários vazados cheios de peças de dróides. No ambiente apertado a pequenina se livra do grandalhão vilão apenas passando por entre os vãos dos armários.

Claro que não falta um momento de cerco a Anakin e poucos (adivinha, três) clones onde sobram tiros para todos os lados e ninguém se machuca. E olha que são aqueles dróides mais parrudos, os B2 super droids, e alguns droíde/nave, que também possuem fogo pesado. É nessa hora que os explosivos são detonados e a Esfera perde a estabilidade de sua posição estacionária na estratosfera da lua em que se encontra.

Enquanto a esfera desaba temos o confronto entre R2-D2 e R3-S6. É interessante ver dois dróides de navegação brigando. Eles não foram projetados para isso e se viram como podem, com os ganchos e serras, expelindo óleo ou dando descargas elétricas, e no retcon-clássico retrofoguetes.

Ah, mais uma vez o General Grievous escapa antes da casa cair.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: Kevin Campbell e Henry Gilroy

Direção: Rob Coleman

Audiência:

Exibido em 07.11.2008 no Cartoon Network

Esse é a primeira parte de um arco de dois episódios. E bem que poderia ser o último porque também é o mais fraco episódio e trama apresentada até agora.

Claro, não dá para esquecer que proteger R2-D2 e seu conteúdo de informações era o mote da primeira metade do episódio IV, já que nele havia a planta da primeira Estrela da Morte.

O problema do episódio é que ele é insosso e não rende. Existem nele boas cenas de batalha espacial mas elas soam forçadas, principalmente a primeira nos anéis planetários de Bothawui. O General Grievous com sua frota no meio dos asteróides não convence como estratégia vencedora. Não há motivos para não ser detectado antes de entrar no campo de asteróides e poder chegar na surdina, sendo que a distância entre eles era visual, ele não veio do hiper-espaço e entrou em seguida.

O fato de Anakin ter sacado antecipadamente que ele poderia fazer tal estupidez e já estar com tropas colocadas em alguns asteróides torna o jogo narrativo mais difícil de acreditar. Nem com o mais alto sono premonitório de um Jedi ele conseguiria prever isso.

Na outra batalha, que Anakin está sozinho a bordo de seu caça e enfrenta as naves Separatistas, mostrasse mais uma vez o grau de exagero desse episódio. Alguns míseros disparos dos canhões já seriam suficiente para pulverizar a navezinha, no entanto, ela não é atingida mesmo com o atrapalhado R3-S6 complicando a situação.

A bordo da nave de Gha Nachkt o embate com o os droids assassinos (modelo IG-88) foi assustadoramente sem graça. De visual raquítico e empunhando uma simples arma como podem assassinar uma jedi ou uma padawan? No universo expandido eles devem ser temidos mas aqui ficaram devendo emoção.

Para piorar tudo a trilha sonora original nos brindou, em vários momentos, com um pancadão de pista de dança em vez das tradicionais e competentes músicas orquestradas da cine-série. Coisa mais estranha é impossível.

Quem sabe tudo melhorará na conclusão do arco. Que a Força esteja com vocês.

Nota desse episódio: **

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: George Krstic

Direção: Rob Coleman

Audiência:

Exibido em 24.10.2008 no Cartoon Network

Depois de uma seqüência de três episódios que formam um arco de histórias é apresentado na série mais um episódio solo. E assim como no desenho de Genndy Tartakovsky os clones também tem vez, não relegando o estrelato apenas aos medalhões da saga, como com Yoda anteriormente.

Aqui um grupo de brilhantes (como são chamados os clones novatos) sob o comando de um sargento mais experiente são incumbidos de guardar um posto avançado num ponto da orla exterior. Para eles que gostariam de estar na frente de batalha a posição de vigia não poderia ser mais tediante.

Como numa guerra de verdade, chega uma hora em que começam a faltar soldados e é necessário convocar homens cada vez mais jovens. Por causa disso, os clones passam cada vez menos tempo no processo de aprendizado acelerado.

Num toque mais direcionado as histórias de Star Wars o General Grievous tenta tomar o referido posto porque torna o caminho livre para atacar o planeta natal dos clones, Camino. Com a destruição da fábrica de clones a República não terá como suprir seus exércitos contra os Separatistas.

Quando o ataque ocorre não demora para o grupo de clones ser reduzidos a três elementos. Isso é algo que sempre acontece, se você prestar a atenção, em vários episódios, encontra-se um trio de troopers atuando aqui e ali.

Já no lado das novidades temos a aparição de novos droids separatistas, mais robustos e espertos que um droid comum. Uma tropa de elite, podemos assim chamar, que podem render boas situações de confronto no futuro. No caso desse episódio não se evita aqueles clichês de um grupo de vilões atirar fortemente e não acertar um único tiro e o grupo de mocinhos atirar quase sem mirar e acertar com facilidade o alvo.

O episódio ocila muito entre procurar caminhos novos para a história geral e mostrar mais da tônica dominante do companheirismo, que se coloca como uma moralzinha básica em todo episódio.

Nota desse episódio: ***

Expectativa para o próximo: *****

Roteiro: Steven Melching

Direção: Justin Ridge

Audiência:

Exibido em 17.10.2008 no Cartoon Network

Essa última parte desse arco em três partes também começa do ponto onde parou no anterior. Essa continuidade é geralmente bem atraente porque não se provoca algum salto no tempo afim de colocar a história numa trama diferente e ser obrigado a uma nova contextualização.

Ocorre que justo agora seria interessante ter dado alguma passagem de tempo crível, pois o mote desse episódio, a aparição repentina da Senadora Amidala, soa mais do que forçado. Nos dois episódios anteriores a vitória da nave Malevolence era certa e o conde Dooku nunca teria um plano B.

Ok, é um programa de apenas vinte e poucos minutos e não dá tempo de desenvolver tudo de maneira mais plausível mas bem que se poderia tentar. Em todo caso, esse plano B do vilão ficou em contraste com a clássica piada da saga Star Wars em se ter um plano A ou um plano B quando se vai salvar a mocinha. Lembram? Han Solo e a princesa Leia começaram a se enamorar dessa maneira.

Tirando a forçada da situação, a idéia de uma refém “convidada” é muito boa e coloca a conclusão desse arco de história num bom nível.

Um destaque nesse episódio é a volta das gags entre R2-D2 e C-3PO , em vários momentos, sem deixar de lado as piadinhas rápidas com os droids separatistas.

No geral, esse episódio é o que mais se assemelha com os longas-metragens. Star Wars sempre teve essas seqüências de resgate como as mais eletrizantes e que sempre envolvem o expectador.

Mestre Plo acabou ficando como enfeite das duas partes finais apesar de ter tido na parte inicial uma grande participação. Já o General Grievous teve uma linha mais consistente nos três episódios e encerrou sua estréia com uma bela “desligada na cara” de Dooku. Ah, e que fique registrado, ele teve, com Obi-Wan, o primeiro embate direto com um Jedi e usando apenas dois sabres.

Nota desse episódio: *****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Tim Burns

Direção: Brian Kalin O’Connell e Dave Filoni

Audiência:

Exibido em 13.10.2008 no Cartoon Network

Numa continuação direta do episódio anterior temos aqui um episódio recheado de elementos clássicos da saga Star Wars.

Primeiro que temos as batalhas espaciais de caça contra caça e caça contra nave. De um lado aquela confusão de tiros lasers para todos os lados e do outro os vôos rasantes sobre as grandes estruturas e tentando escapar dos disparos dos pesados canhões.

Em segundo temos a volta dos grandes seres. A seqüência com as arraias gigantes de Nebray na nebulosa é empolgante.

E por último temos o plano final que remete a falta de um “fim tradicional” do Episódio V. Neste longa George Lucas estabeleceu um modelo no qual todo filme que é a segunda parte de uma trilogia não deve ter uma conclusão tradicional, deixando o encerramento em aberto.

Dito isto fica claro pensar que Shadow of Malevolence é uma segunda parte de um arco de história iniciado em Rising Malevolence. Aliás, quem se der ao trabalho de pesquisar pelo título do episódio seguinte tem a confirmação plena.

Falando em Malevolence ficamos sabendo somente agora que Malevolência é o nome da nave sob o comando do General Grievous, vilão este que estreou muito bem nessa nova série só fazendo cara de mal e com a voz rouca e os punhos cerrados. Fica a expectativa em descobrirmos quem será o primeiro a encará-lo com um (vários) sabre(s) na mão(s).

E já que falamos de elementos clássicos essa é a primeira vez que um sabre não é exibido em nenhuma cena.

Sobre a história em si é apenas um fiapo. Na narração inicial já ficamos sabendo que Anakin planeja um ataque a Malevolence para tentar por um final antecipado a Guerra com a queda de Grievous. De se destacar é a idéia de usar uma estação médica em perigo iminente.

Mestre Plo participa da trama meio como um enfeite, mas acredito que ele terá uma participação mais efetiva na conclusão desse arco e por isso mantiveram a presença agora.

Nota desse episódio: ****

Expectativa para o próximo episódio: *****

Roteiro: Steven Melching

Direção: Brian Kalin O’Connell

Audiência: