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O Natal do Menino Imperador

Publicado: 24 de dezembro de 2008 em Sem categoria
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Exibido em 23.12.2008 na Globo

Anualmente a Globo apresenta alguma dramaturgia de tema natalino especialmente para as crianças. Dessa vez usa-se como referência a comemoração desse ano dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro. E mais especificamente o que ocorreu anos depois em 1831 quando Pedro I abdicou o trono em favor de seu filho, Pedro II, de apenas cinco anos, e, em seguida, já com nove anos, com o título de Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

O que se vê é uma fantasia misturada a fatos reais. A história começa com Pedro II já idoso morando em Paris há um ano de sua então morte. Ele relembra como foi difícil sua vida como órfão e encontrou um grande amigo, um garoto negro, e, portanto, escravo. A pouca afeição que recebe é a da camareira-mor do palácio, Dona Mariana (Aracy Balabanian)

Embora às vésperas do Natal, durante boa parte do episódio, se esquece o espírito da data e a história caminha mais para a constituição da amizade entre os dois garotos. Também se foca muito a repressão que o infante imperador sofria de seu tutor, o Marquês de Itanhaém.

É difícil crer que Pedro tenha brincado com um escravo em tal situação, seja próximo a uma senzala ou dentro de um palácio. Por força dos encadeamentos das cenas, nos primeiros momentos tem-se a impressão que apenas ele pode ver o amigo, constituindo um “real” amigo imaginário.

Em cenas posteriores é que fica claro, que o garoto não é imaginação de Pedro e realmente está ali, principalmente a partir do momento em que o tutor, por mais de uma vez, instiga o jovem Imperador a creditar os deslizes que comete ao escravo. Ainda imaturo, Pedro acaba perdendo a amizade do garoto.

Eis que surge de fato uma figura imaginária, seu pai, Pedro I (Reynaldo Gianecchini). Ainda sem tender ao espírito natalino as noções de honra e humildade sempre necessárias a uma majestade são dadas pelo pai ao filho. Contudo, essas mesmas palavras soam posteriormente como uma mensagem de Natal.

Pedro amadurece quando se vê numa festa no circo onde o garoto se diz pertencer. Eles brincam num sorteio onde cada um dá um presente ao outro, na verdade, se presenteia com a apresentação de sua arte circense, como a mágica ou o contorcionismo. O jovem Imperator acaba por apresentar sua arte na oratória, narrando uma passagem do nascimento de Jesus.

Quando o tutor interrompe a comemoração ameaçando destruir o circo e prender os homens livres e escravos, Pedro se encoraja a assumir seu posto de governante do Brasil, onde além de salvar a todos ainda os conduz para a festa natalina na corte.

A direção às vezes se perde um pouco no ritmo, deixando-o meio frouxo, mas evita sempre em deixá-lo num tom meloso. O que segura de ponta a ponta é a ótima interpretação do jovem Dom Pedro por Guillermo Hundadze e também na boa parceria com João Ramos, que faz Dito, o garoto escravo. A aparição de Lenine cantando uma música na ceia é tão rápida quando inócua e mal aproveitada.

Nota desse especial: ***

Roteiro: Péricles de Barros

Direção: Denise Saraceni

Audiência:

Faça Sua História – 1×37 – Noel da Conceição

Publicado: 22 de dezembro de 2008 em Sem categoria
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Exibido em 21.12.2008 na Globo

Depois de ter sido um especial de fim de ano de 2007 na função de episódio-piloto, agora, um ano depois, o Faça Sua História chega ao posto de ser mais um programa natalino da emissora. Não tem jeito, todos os programas humorísticos da casa fazem algum especial de natal/reveillon.

Por enquanto, é o único especial que foca o tema da caridade. Noel, um velho camelô, ao ter sua mercadoria perdida, arranja um bico de Papai Noel; justo numa loja que faz aquela insolúvel divisão social na qual se você tem grana pode entrar à vontade na loja, mas se não tem não é permitido nem olhar a vitrine.

O Noel fica sensibilizado com a exclusão e houve o pedido de três garotos. Daí é que surgem as peripécias típicas da série ao buscar pelos lugares do Rio de Janeiro alguma ajuda que seja.

O interessante é que duas das pessoas que Noel procura, juntamente com Oswaldir, são reis depostos, em contraste com o messias que nasce nessa época. O primeiro é encontrado morto, no próprio velório. A situação é muito engraçada e acontece um mal-entendido, onde conhecidos do defunto pensam que Noel é um credor responsável por aquela tragédia. Dali resulta uma correria, algumas piadas e fim de papo.

O outro procurado por Noel é um chefão de morro que caiu. Claro que ele não sabia disso e mais uma vez Oswaldir se vê numa situação de perder a vida. A dupla só não passa dessa para melhor porque o atual chefão descobre que estava falando com seu tio Noel, que há muito não via.

Como passageira da vez no táxi há um antigo caso do Noel, que na juventude já era um bom malandro e entrou de bico numa festa à fantasia. Com um bastar de versos recitados no ouvido da então moçoila a conquista foi de imediato. Décadas depois, Noel a procura para ajudá-lo na sua empreitada. Não há nenhuma explicação sobre como depois de tanto tempo ele ainda sabia como encontrá-la. Como ele havia fugido daquela festa deixando a subitamente apaixonada a ver navios ele também tem que sair correndo para não apanhar dela.

Naqueles pulos que são comuns na série a história já finaliza numa cena numa igreja. Durante a encenação do nascimento de Jesus, onde os três garotos participam como os três Rei Magos, Noel é até aplaudido pelo nobre feito de atender, da maneira possível, os desejos dos carentes. Anteriormente toda a solução foi apenas contada pelo camelô para Oswaldir e para um travesti, que participou do episódio e ajudou um pouco também.

Quando Oswaldir chega ao fim do trajeto, na mesma igreja que acontecerá a encenação um ano antes, a passageira pergunta quanto ficou a viagem e o taxista responde que está já estava paga por Noel, que a espera do lado de fora. Novamente, ficamos sem entender porque Noel esperou mais um ano para tentar se redimir com seu amor de outrora.

Nota desse episodio: ***

Expectativa para a próxima temporada: ***

Roteiro: Geraldo Carneiro

Direção: Mauro Farias

Audiência:

Exibido em 18.12.2008 na Globo

O especial de Natal do Casos e Acasos até que se saiu bem com as histórias focando esse indispensável tema nos programas de fim-de-ano na Globo.

Esse programa de pequenas histórias interligadas sempre apresentou altos e baixos durante o ano e muitas vezes, por causa da baixa resposta da audiência, correu o risco de ser cancelado. Num certo momento até começaram a escalar os medalhões da casa afim de levantar os índices. O problema é que não bastam os grandes atores e atrizes, as tramas é que devem ser atraentes.

“Papai Noel” apresentou um inoportuno homem que faz bico de Bom Velhinho que não resistiu em brincar com um presente, no caso, um helicóptero que é comandado por um controle remoto. O xereta acaba deixando o brinquedo ir embora por uma janela. Quando ele vai a um shopping para substituir o que perdeu é que os momentos engraçados surgem. Ele com medo das crianças pentelhas foi divertido.

“O Presépio” teve a linha de história mais simples. No mesmo shopping uma turma de fantasiados de personagens de presépio começam uma greve por não receberem o cachê por três semanas seguidas. O que é de importante mesmo é que o Burro demora mais para receber que os outros (acaba recebendo em cheque), se revolta e abandona o posto. Ele literalmente some da história, apenas preocupado em não poder comprar um presente, já que não tem como descontar num banco o pagamento. Não teve muita graça.

“A Perna Quebrada”, mesmo usando um clássico dos esquetes cômico, aquele de esconder em várias portas pessoas que não se suportam, conseguiu ser mais eficiente na comédia. E o motivo é até anti-natalino. Um casal não suporta participar de tantas mini-festas com a família divida por brigas bobas e resolve inventar uma boa desculpa para curtir esse época sozinho. O álibe é uma suposta perna quebrada da mulher. Lógico, não demora dois minutos e a parentada vem visitar a suposta acidentada. Ver a Paola Oliveira pulando com uma perna só que nem uma louca pra lá pra cá já valeu o esquete e o episódio.

Os cruzamentos de histórias, que deveriam ser o charme de todos os episódios da série, desta vez foram simplificados ao máximo. A graça desse recurso dramático é que as conexões sejam as mais improváveis possíveis, mas, geralmente, são mal trabalhadas. Dessa vez, um dos tios do casal da perna é o dono do shopping e também o presenteado que deveria receber o tal do helicóptero. Lá para o final, o homem que estava fantasiado de Papai Noel no começo assume o lugar do Burro no presépio. E o ex-Burro, no auge de dizer para o filho que ficaria devendo um presente, vê o helicóptero pousar na sua frente como um presente do céu.

É Natal, vamos dar um desconto.

Nota desse episodio: ***

Expectativa para a próxima temporada: ***

Roteiro:

Direção:

Audiência:

Toma Lá Dá Cá – 2×37 – Milagre no Jambalaya

Publicado: 19 de dezembro de 2008 em Sem categoria
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Exibido em 16.12.2008 na Globo

Todo ano é a mesma coisa, último episódio de temporada é também o especial de Natal. No caso de Toma Lá Dá Cá o episódio-piloto lá em 2005 também foi com o tema natalino.

De lá para cá poucas coisa mudou no programa. O humor é o mesmo, sempre de gosto duvidoso e, quando não o é, estranhamente parece que não funciona para a platéia presente rir.

Como não há uma evolução dos personagens de uma temporada para outra, ficando nos mesmos estereótipos,  as novidades são a inclusão de novos personagens para agitar as coisas e dar vazão a novas situações.

No começo dessa segunda temporada veio o apenas citado na primeira, Seu Ladir. Depois surgiu não sei como (não assisti ao episódio que ela foi incorporada) a sapatão Coturno.

Enfim, agora no Natal, baixou um anjo no Jambalaya com a dura missão de consertar essa família incorrigível. Não ele não conseguiu, ou não haveria uma nova temporada ano que vem.

Os momentos mais engraçados foram a distribuição de personagens para o presépio (Bozena com a roupa de vaca com os úberes à mostra foi ótimo) e a troca de presentes do amigo secreto. E só. O resto foi chover no molhado.

O elenco também deu uma de coral natalino (ainda com as fantasias) e fez um apanhado de várias músicas tradicionais.

Nota desse episodio: **

Expectativa para a próxima temporada: **

Roteiro:Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa

Direção: Cininha de Paula

Audiência: 23 pontos